sábado, 24 de setembro de 2011

Ultra-som

Ultra-som A história do ultra-som remonta a 1794, quando Lazzaro Spallanzini demonstrou que os morcegos se orientavam mais pela audição que pela visão para localizar obstáculos e presas. Em 1880 Jacques e Pierre Curie deram uma contribuição valiosa para o estudo do ultra-som, descrevendo as características físicas de alguns cristais (piezoeletricidade). O estudo do ultra-som foi impulsionado com objetivos militares e industriais. A pesquisa sobre aplicações médicas se deu após a segunda guerra mundial. Um dos pioneiros foi Douglas Howry que, junto com W. Roderic Bliss, construiu o primeiro sistema com objetivo médico durante os anos de 1948 – 49, produzindo a primeira imagem seccional em 1950. Desde 1980 - 90 a ultra-sonografia na área de saúde foi impulsionada pelo desenvolvimento tecnológico que transformou este método num importante instrumento de investigação diagnóstica. A ultra-sonografia (US) é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis, de aplicação relativamente simples, com excelente relação custo-benefício. Conceitos físicos sobre ultra-som São ondas sonoras com freqüências situadas acima do limite audível para o ser humano (acima de 20 KHz). Para os propósitos de obtenção de imagens (ultra-sonografia), freqüências entre 1 e 10 MHz são usadas.As ondas ultra-sônicas são geradas por transdutores construídos a partir de materiais piezoelétricos. O ultra-som, em geral, se propaga através de líquidos, tecidos e sólidos. Apresenta velocidades de propagação, compatíveis com diferentes meios, sendo essa característica inerente ao processo de interação das ondas ultra-sônicas (mecânicas) com o meio em particular: O ultra-som sofre reflexão e refração nas interfaces onde ocorre uma mudança na densidade. O ultra-som ao se propagar em um meio e ao passar de um meio para outro, sempre sofre atenuação da intensidade do sinal, devido aos efeitos de absorção, reflexão e espalhamento. Impedância acústica A impedância acústica de um meio está relacionada com a resistência ou dificuldade do meio a passagem do som. Corresponde ao produto da densidade do material pela velocidade do som no mesmo. Quando o feixe sonoro atravessa uma interface entre dois meios com a mesma impedância acústica, não há reflexão e a onda é toda transmitida ao segundo meio. É a diferença de impedância acústica entre dois tecidos que define a quantidade de reflexão na interface, promovendo sua identificação na imagem. Por exemplo, um nódulo no fígado será mais facilmente identificado se sua impedância acústica for bastante diferente do parênquima hepático ao redor, ao contrário, quanto mais próxima sua impedância acústica do parênquima hepático normal, mais dificuldade teremos em identificá-lo, porque pouca reflexão sonora ocorrerá. Resumindo, quanto maior a diferença de impedância entre duas estruturas, maior será a intensidade de reflexão. Geração e detecção do ultra-som As ondas ultra-sônicas são geradas por transdutores ultra-sônicos também chamados simplesmente transdutores. De uma forma geral, um transdutor é um dispositivo que converte um tipo de energia em outro. Os transdutores ultra-sônicos convertem energia elétrica em energia mecânica e vice-versa. Esses transdutores são feitos de materiais piezoelétricos. Certos cristais naturais como o quartzo e a turmalina são piezoelétricos. Outros tornam-se artificialmente como o sulfato de lítio, o titanato de bário e o titanato de zirconato de chumbo (PZT). Cada transdutor possui uma freqüência de ressonância natural, tal que quanto menor a espessura do cristal, maior será sua freqüência de vibração. O mesmo transdutor que emite o sinal ultra-sônico funciona como detector. Dependendo da aplicação, o elemento piezoelétrico é quem determina a freqüência de operação do transdutor. Em geral os transdutores são acondicionados em um suporte plástico para lhes dar proteção mecânica e elétrica. Na superfície por onde emergem, as ondas ultra-sônicas tem uma camada especial para permitir o perfeito acoplamento acústico e também para dar proteção ao elemento piezoelétrico. Os transdutores podem ser classificados, de acordo com o tipo de imagem produzida, em: setoriais, lineares ou convexos. Os transdutores setoriais podem ser eletrônicos ou mecânicos. Os lineares e os convexos são eletrônicos. Os setoriais e os convexos dão origem a feixes sonoros divergentes, com campos de imagem em forma de cunha. Os lineares produzem um feixe sonoro de linhas paralelas, dando origem a um campo de imagem retangular. Terminologia da imagem ultrassonográfica A terminologia utilizada para descrever o exame ultra-sonográfico é conseqüência da interação do som com os tecidos. Desta forma, para descrever a intensidade dos ecos na imagem (interação do som com os tecidos), ou sua ecogenicidade, são empregados vários termos. Hiperecogênico, hiperecóico ou hiperecóide – são termos sinônimos que se referem às estruturas que interagem com o som refletindo intensamente e produzindo ecos brilhantes na tela, em cor branca (os ecos são de alta densidade). As interfaces acústicas entre órgãos, osso, gás, cálculos, tecido conjuntivo e mineralizado são exemplos de imagens hiperecogênicas; Hipoecogênico, hipoecóico ou hipoecóide – são sinônimos que se referem às estruturas que interagem com o som produzindo ecos esparsos (baixa intensidade). Tem um tipo intermediário de reflexão e transmissão dos ecos e variam na escala de cinza, do mais claro ao mais escuro. São encontrados em diversos tipos tissulares como linfonodos, útero, ovários, adrenais e outros. Utiliza-se também o termo hipoecogênico referindo-se à estrutura de menor ecogenicidade quando duas ecogenicidades distintas são comparadas; Anecogênico, anecóico ou anecóide – Esses termos sinônimos definem a ausência completa de ecos ou a completa transmissão do som. As estruturas com essa ecogenicidade aparecem na tela com coloração escura. A vesícula repleta, a bexiga e os cistos são os principais exemplos. Formação da imagem ultrassonográfica Os equipamentos de ultra-sonografia diagnóstica possuem uma unidade básica denominada transdutor (ou sonda). Este elemento básico converte uma forma de energia em outra. Por meio da passagem da corrente elétrica, os cristais situados no transdutor de ultra-som vibram produzindo ondas sonoras de uma determinada freqüência. Essas ondas caminham em velocidade constante pelo corpo do paciente, sofrendo atenuação por meio das propriedades físicas de reflexão, absorção e espalhamento. O princípio pulso-eco refere-se a emissão de um pulso curto de ultra-som pelo transdutor. Na medida em que este pulso atravessa os tecidos, ele é parcialmente refletido pelas interfaces de volta ao transdutor. Em geral 1% da energia sonora incidente é refletida e o restante continua sua trajetória através dos tecidos. O equipamento guarda o tempo gasto entre a emissão do pulso e a recepção do eco, transformando-o em distância percorrida, na representação do eco na tela, já estando calibrado para uma velocidade fixa de 1540m/s. Assim, quanto maior o tempo gasto para receber o eco de uma interface, mais longe da superfície da imagem ele a coloca. Desta forma, quanto mais longe está a estrutura da superfície do transdutor, ela aparecerá em situação mais inferior na tela. Após a emissão de pulsos de ultra-som, eles interagem com os tecidos e os ecos refletidos ou dispersos são transformados em energia elétrica pelo transdutor e processados eletronicamente pelo equipamento para formação da imagem. A qualidade do exame ultrassonográfico Diferentemente do raio X, a ultra-sonografia é um exame que é realizado em tempo real. Isso significa que todas as estruturas têm que ser estudadas enquanto o aparelho está ligado. O registro das imagens (fotos) que são feitas durante o exame servem apenas para ilustrar o laudo, não podendo nunca servir de base para diagnóstico ou conclusões posteriores. A realização de maior ou menor número destas fotos, ou até mesmo sua ausência, não influi absolutamente na qualidade do exame. A qualidade do exame depende fundamentalmente de três fatores: da imagem obtida, da correta interpretação dos achados encontrados, da capacidade do ultra-sonografista de transmitir essa informação ao clínico. Imagem obtida (qualidade do equipamento + prática do operador) - A imagem obtida depende da qualidade do equipamento e da prática do operador. Um bom equipamento possibilita a obtenção de boas imagens, desde que o operador esteja bem familiarizado com seu aparelho e sua calibração. Da correta interpretação dos achados encontrados (capacitação técnica do ultra-sonografista) - A correta interpretação dos dados obtidos também é muito importante. Cabe ao médico especialista interpretar os achados morfológicos e expor no laudo as patologias que poderiam causar tais alterações morfológicas. A partir de uma exposição adequada das patologias possíveis, cabe ao clínico decidir qual delas seria a provável causadora dos sintomas clínicos encontrados. Da capacidade do ultra-sonografista de transmitir essa informação ao clínico - É preciso que o laudo seja claro, completo e conciso, para que nenhuma informação escape ao clínico, seja por mau entendimento, ou qualquer outro motivo. O que é efeito doppler? Christian Andréas Doppler descreveu este fenômeno em 1841. O efeito Doppler é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. No caso de aproximação, a freqüência aparente da onda recebida pelo observador fica maior que a freqüência emitida. Ao contrário, no caso de afastamento, a freqüência aparente diminui. Um exemplo típico é o caso de uma ambulância com sirene ligada que passe por um observador. Ao estar se aproximando, o som é mais agudoe ao estar se afastando, o som é mais grave. No caso da ultra-sonografia, fonte e observador são um mesmo objeto, o transdutor, sendo observadas as estruturas refletoras móveis dentro do corpo, notadamente o fluxo sanguíneo. Desta maneira é possível estudar a presença de fluxo sanguíneo em determinado vaso, ou se este vaso está preenchido por trombo, bem como mensurar a velocidade do fluxo sangüíneo dentro dele, quantificando o grau de estenose que ele apresente, por exemplo. Efeitos biológicos do ultra-som Grande número de pesquisas são realizadas para verificar os efeitos biológicos do ultra-som. Os resultados obtidos até agora conduzem à suposição de que nenhum efeito biológico substancial tem sido verificado com feixe ultra-sônico de intensidade inferior a 100 mW/cm2. Os efeitos térmicos do ultra-som são decorrentes da energia absorvida e de sua transformação em calor ao atravessar o tecido biológico. O ultra-som causa vibrações mecânicas nos tecidos; as partículas são submetidas a ondas de compressão e rarefação. Pequenas cavidades formam-se em fluidos durante a fase de rarefação (sucção) e desaparecem na fase de compressão (pressão). (efeito mecânico) Os efeitos químicos do ultra-som são resultantes da oxidação, redução e despolimerização. A habilidade do ultra-som em despolimerizar macro-moléculas como os polissacarídeos, várias proteínas ou o DNA isoladamente tem sido demonstrada experimentalmente. END por ultra-som Assim como uma onda sonora, reflete ao incidir num anteparo, a onda ultra-sônica ao percorrer um meio elástico, refletirá da mesma forma, ao incidir numa descontinuidade ou falha interna a este meio considerado. Através de aparelhos, detectamos as reflexões provenientes do interior da peça examinada, localizando e interpretando as descontinuidades. O ensaio por ultra-som caracteriza-se: Pela detecção de defeitos ou descontinuidades internas, presentes nos mais variados tipos ou forma de materiais ferrosos ou não ferrosos; Por visar diminuir o grau de incerteza na utilização de materiais ou peças de responsabilidades. Vantagens em relação a outros ensaios: A localização, avaliação do tamanho e interpretação das descontinuidades encontradas são fatores intrínsecos ao exame ultra-sônico; Alta sensibilidade na detectabilidade de pequenas descontinuidades internas, como trincas devido a tratamento térmico, fissuras e outros de difícil detecção por ensaio de radiações ionizantes; Não requer planos especiais de segurança ou quaisquer acessórios para sua aplicação. Limitações em relação a outros ensaios: Requer grande conhecimento teórico e experiência por parte do inspetor; O registro permanente do teste não é facilmente obtido; Faixas de espessuras muito finas, constituem uma dificuldade para aplicação do método; Requer o preparo da superfície para sua aplicação. Campos de aplicação do END As áreas de caldeiraria e estruturas marítimas, constituindo ferramenta indispensável para garantia da qualidade em de peças de grandes espessuras e geometria complexa de juntas soldadas; Os ensaios são aplicados em aços-carbonos, em menor porcentagem em aços inoxidáveis; Materiais não ferrosos são difíceis de serem examinados, e requerem procedimentos especiais. Tipos de cristais para transdutores Os cristais acima mencionados são montados sobre uma base de suporte (bloco amortecedor) e junto com os eletrodos e a carcaça externa constituem o transdutor. Existem quatro tipos usuais de transdutores: Reto ou normal; Angular; Duplo-cristal; Phased Array. Transdutores normais ou retos - São cabeçotes monocristal geradores de ondas longitudinais perpendiculares a superfície de acoplamento. O transdutor emite um impulso ultra-sônico que atravessa o material a inspecionar e reflete nas interfaces, originando ecos. Estes ecos retornam ao transdutor e geram, no mesmo, o sinal elétrico correspondente. Transdutores angulares - A rigor, diferem dos transdutores retos ou normais pelo fato do cristal formar um determinado ângulo com a superfície do material. Transdutores duplo-cristal - São utilizados quando se trata de inspecionar ou medir materiais de reduzida espessura, ou quando se deseja detectar descontinuidades logo abaixo da superfície do material. Neste caso o cristal piezelétrico recebe uma “resposta” num espaço de tempo curto após a emissão. Neste transdutor cada um dos cristais funciona somente como emissor ou somente como receptor, separados por um material acústico isolante possibilitando uma resposta clara. Transdutores Phased Array - Os transdutores convencionais dispõem de um único cristal ou no máximo dois, em que o tempo de excitação do cristal é determinado pelo aparelho de ultra-som, sempre realizado de uma mesma forma. Com o avanço da tecnologia dos computadores e com materiais piezocompostos para fabricação de novos cristais, desde os anos 90 é possível num mesmo transdutor operar dezenas de pequenos cristais, cada um ligado à circuitos independentes capazes de controlar o tempo de excitação de cada um destes cristais. O resultado é a modificação do comportamento do feixe sônico emitido pelo conjunto de cristais ou pelo transdutor. Técnicas de inspeção por ultra-som A inspeção de materiais por ultra-som pode ser efetuada através de três métodos ou técnicas: Técnica de Impulso-eco ou Pulso-eco; Técnica de Transparência; Técnica de imersão. Técnica de Impulso-Eco ou Pulso-Eco - Somente um transdutor é responsável por emitir e receber as ondas ultra-sônicas que se propagam no material; O transdutor é acoplado em somente um lado do material; Pode-se verificar a profundidade da descontinuidade, suas dimensões, e localização na peça. Técnica de Transparência - São utilizados dois transdutores separados (nos dois lados da peça), um transmitindo e outro recebendo as ondas ultra-sônicas; Não se pode determinar a posição da descontinuidade, sua extensão, ou localização na peça, é somente um ensaio do tipo passa-não passa que estabelece um critério comparativo de avaliação do sinal recebido com uma peça sem descontinuidades; Pode ser aplicada para chapas, juntas soldadas, barras. Técnica de Imersão - É empregado um transdutor de imersão à prova d'água; O transdutor pode se movimentarem relação a superfície da peça; A peça é colocada dentro de um tanque com água, propiciando um acoplamento sempre homogêneo. Fonte das informações sobre END: Infosolda Luciano Santa Rita Oliveira Pós-graduado em Gestão da Saúde e Admistração Hospitalar Tecnólogo em Radiologia tecnologo@lucianosantarita.pro.br

Preparo para exames de USG

Exames e Preparos: Abdominal Total e Aparelho Urinário (Rins e Bexiga): 1- Na véspera do exame fazer refeição leve e à noite ingerir apenas uma xícara de café ou copo de refresco com 3 biscoitos cream crackers. 2- No dia do exame ficar em jejum. Beber 4 copos duplos de água aos poucos, iniciando a ingestão 2 horas antes do exame e não urinar. Abdominal Superior, Hipocôndrio Direito (Fígado, Pâncreas, Vesícula e Vias Biliares): 1- Na véspera do exame fazer refeição leve e à noite ingerir apenas uma xícara de café ou copo de refresco com 3 biscoitos cream crackers. Não é necessário encher a bexiga. Próstata (por via abdominal) : 1- Beber 4 copos duplos de água aos poucos, iniciando a ingestão 2 horas antes do exame e não urinar. Observa-se que se trata de um exame para avaliarmos o volume da próstata, não sendo útil para investigação de câncer de próstata no seu início. Pélvica/Ginecológica (por via abdominal ou por via transvaginal): 1- Beber 4 copos duplos de água aos poucos, iniciando a ingestão 2 horas antes do exame e não urinar. O que é Ultrassonografia Transvaginal? Também chamada de Ecografia Endovaginal, é um exame de Ultrassonografia feito com uma sonda especial colocada no interior da vagina. Sua grande vantagem em relação ao exame tradicionalmente feito por sobre a pele é a de poder visualizar estruturas e órgãos pélvicos como o útero e os ovários com maior proximidade e maior resolução de imagem. Entretanto, o feixe sonoro só alcança estruturas que estiverem até cerca de 6 ou 7 centímetros da sonda. Estruturas que estiverem em uma distância maior não são visualizadas, tais como um útero volumoso que apresente alguma anormalidade em sua região mais alta (fundo uterino), ou ovário que esteja a uma distância mais alta na pelve, ou mesmo um tumor que se localize na transição pélvico-abdominal. É por isto que gestação superior a 3 meses usualmente não é examinada por via endovaginal, uma vez que o feto tem mais de 6 cm. Assim, é de fundamental importância que a Ultrassonografia Endovaginal seja precedida de um exame sucinto pelo método tradicional, isto é, por via abdominal inferior (pélvica) e com a bexiga cheia, posto que, em seguida, e após o esvaziamento da bexiga, é feito então o exame por via vaginal. Obstétrica (por via abdominal ou por via transvaginal): Não há necessidade de preparo prévio. O exame não oferece qualquer risco ao feto e por ser realizado em qualquer tempo de gravidez. Quando realizado nos primeiros 3 meses de gestação apresenta ótima confiabilidade quanto ao tempo correto da gravidez. Nesta época, deve ser realizado por via transvaginal e quando feito entre a 9ª e a 13ª semana de gestação, deve ser observada a translucência nucal do feto, que quando maior que 3 mm pode significar doença cromossomial. A época ideal para o estudo morfológico (estudo de todas as partes do feto) é a partir do 2° trimestre de gestação. No 3° trimestre o exame tem menos indicação, exceto em gestação complicada ou de alto risco, ou para avaliação da idade óssea fetal. Nas gestações de alto risco deve ser realizada a ultrassonografia com Doppler para estudo da circulação materno-fetal. Mamas: Não há preparo prévio. A ultrassonografia das mamas serve principalmente para diferenciar se um nódulo é de conteúdo sólido ou líquido. Não deve substituir a Mamografia no diagnóstico precoce de câncer de mama. Tireóide: Não há qualquer preparo e pode avaliar o volume da glândula e a presença de nódulos. Glândulas Salivares: Sem preparo prévio. Só avalia volume e nódulos. Eventualmente pode identificar cálculos e dilatação do ducto principal. Bolsas Testiculares: Sem preparo prévio. Excelente exame para se avaliar varicoceles (varizes escrotais) e torção testicular aguda (por meio de Doppler), além de hidroceles, infecções e tumores. Articulações e Sistema Músculo-Esquelético: Não necessita de preparo prévio. Pode ser utilizado em uma gama enorme de patologias traumáticas ou não.

Ultrassonografia e Doppler vascular

Ultrassonografia e doppler vascular A ultrassonografia é um exame diagnóstico que se utiliza do eco de sons inaudíveis que refletem nos órgãos e tecidos do corpo humano e permitem a visualização destas estruturas. A ultrassonografia vascular ou doppler vascular faz uso da mesma tecnologia para medir a velocidade do fluxo sanguíneo – venoso e arterial. O procedimento oferece uma excelente precisão diagnóstica, é indolor e pode ser repetido inúmeras vezes, já que não possui efeito acumulativo ou colateral. Por isto, este exame é amplamente utilizado por angiologistas para obter diagnósticos precisos sobre o estado clínico de problemas vasculares localizados como varizes, “vasinhos vermelhos” etc. Quando necessária uma avaliação mais detalhada, o médico pode complementar este exame com o color Doppler, que completa os dados com registros de fotos de ultrassonografia. Programas de computador interpretam os caminhos das ondas sonoras para visualizar nosso corpo por dentro. Ultrassonografia das mamas: com ou sem Doppler colorido, agulhamento, biópsia por fragmento (core biopsy) e punção aspirativa com agulha fina (PAAF). Ultrassonografia abdominal: fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, grandes vasos, apêndice, color Doppler de fígado e sistema esplenoportal. Ultrassonografia ginecológica: pélvica transvaginal e supra-púbica, avaliação de ovários, endométrio, color Doppler de útero, ovários e massas pélvicas. Ultrassonografia obstétrica: estudo morfológico fetal, color Doppler fetal, gravação em dvd com som e imagem. Ultrassonografia geral: Pequenas partes: tireóide, glândulas salivares, massas cervicais e parede abdominal. Músculo-esquelética: articulações, tendões e músculos, medicina desportiva. Urologia: rins e vias urinárias, próstata transretal, bolsa escrotal, pênis, Color Doppler de artérias renais e bolsa escrotal. Craniano: transfontanela. Doppler vascular: artérias carótidas e vertebrais, grandes vasos abdominais e pélvicos, sistema arterial e venoso de braços e pernas. Ultrassonografia intervencionista: Próstata: biópsia transretal. Tireóide: punção aspirativa por agulha fina (PAAF) Hepática: biópsia guiada por ultrassonografia. Mamas: punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de cistos e nódulos, biópsia por fragmento (core biopsy) de nódulos e agulhamento pré-operatório. Tórax: biópsia guiada por tomografia ou ultrassonografia. Linfonodos, nódulos ou massas: punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ou biópsia. Preparação para exames Ultrassonografia de abdome superior • Jejum de 6 horas. • Vestir roupa de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de próstata via abdominal • Duas horas antes do exame beber 4 copos de água, chá ou bebida sem gás. • Não urinar mais até a hora do exame. • Não é necessário jejum. • A bexiga deve estar cheia durante a realização do exame, mas não excessivamente. Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie um pouco a bexiga antes de entrar na sala de exames. • Vestir roupa de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia abdominal total • Jejum de 6 horas. • Duas horas antes do exame beber 5 copos de água. • Não urinar até a hora do exame. • A bexiga deve estar cheia durante a realização do exame, mas não excessivamente. Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie um pouco a bexiga antes de entrar na sala de exames. • Vestir roupa de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de aparelho urinário (rins e bexiga) • Não é necessário jejum. • Duas horas antes do exame beber 4 copos de água. • Não urinar mais até a hora do exame. • A bexiga deve estar cheia durante a realização do exame, mas não excessivamente. Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie um pouco a bexiga antes de entrar na sala de exames. • Vestir roupa de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia pélvica • Não é necessário jejum. • Duas horas antes do exame beber 5 copos de água. • Não urinar até a hora do exame. • A bexiga deve estar cheia durante a realização do exame, mas não excessivamente. Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie um pouco a bexiga antes de entrar na sala de exames. • Vestir roupa de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia retroperitônio (sistema urinário) • Jejum de 3 horas. • Vestir roupa de duas peças para retirar somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de quadril • Não é necessário jejum. • Vestir roupa de duas peças para retirar somente a parte inferior. • Trazer exames anteriores (RX de quadril). Ultrassonografia das supra renais • Jejum de 6 horas. • Vestir roupa de duas peças para retirar somente parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia cervical • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Evitar roupas de golas altas. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de parótidas • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Evitar roupas de golas altas. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de submandibulares • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Evitar roupas de golas altas. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de tireóide • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Evitar roupas de golas altas. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia Doppler de tireóide • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Evitar roupas de golas altas. • Trazer exames anteriores. Ultra-som pélvica • Não é necessário jejum. • Duas horas antes do exame beber 5 copos de água. • Não urinar até a hora do exame. • A bexiga deve estar cheia durante a realização do exame, mas não excessivamente. Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie um pouco a bexiga antes de entrar na sala de exames. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia pélvica transvaginal • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia obstétrica • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Perfil Biofísico Fetal • A paciente não poderá estar em jejum. • Fazer um lanche de 30 a 60 minutos antes do exame. • Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de mamas e axilas • Não é necessário jejum. • Vestir roupas de duas peças para que possa ser retirada somente a parte superior. • Trazer exames anteriores (mamografia, ultra-som das mamas e resultados de biópsias). Doppler da aorta abdominal • Jejum de 6 horas • Vestir roupa de duas peças para retirar somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Doppler de artérias periféricas • Não é necessário jejum. • Trazer exames anteriores. Doppler de artérias renais • Jejum de 6 horas. • Vestir roupa de duas peças para retirar somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. Doppler de carótidas e vertebrais. • Evitar roupas com golas altas. • Vestir roupa de duas peças para retirar somente a parte superior. • Trazer exames anteriores. • Não é necessário jejum. Doppler de membro inferior venoso e arterial • Trazer exames anteriores. • Não é necessário jejum. http://www.jundimagem.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14&Itemid=14

Meios de Contrastes

Meios de Contrastes Contraste Radio transparente e Radiopacos Radiotransparente ou negativo é o ar deglutido cristais de CO2 e a bolha gástrica normalmente presente no estomago. Radio opaco ou positivo: o mais comumente usado é Bário (BaSO). O sulfato de Bário é uma substancia pulverizada semelhante a giz ele é misturado com água antes da ingestão pelo paciente. Esse composto, que é um sal de bário, é relativamente inerte, graças a sua extrema insolubilidade em água e em outras soluções aquosas, tais como ácidos. Todos os outros sais de bário tendem a ser tóxicos ou venenosos para o sistema humano. Portanto, o sulfato de bário usado em departamentos de radiologia deve ser quimicamente puro. Uma mistura de água e sulfato de Bário forma uma suspensão coloidal, não uma solução. Para uma solução as moléculas das substancias adicionadas a água deveriam na verdade se dissover na água. O fato de o Bário nunca se dissolver coloidal, entretanto (como o sulfato de bário e a água), as particulas suspensas na água tendem a se precipitar quando se deixa a mistura repousar por um período de tempo. (ou seja o sulfato de bário desce e a água sobe ficam separados) OBS: Varias preparações especiais de sulfato de bário está disponível comercialmente a maior parte dessas preparações contem sulfato de bário apropriadamente associada em suspensão para que resista por um longo período antes do uso sem precipitar. Mesmo assim toda suspensão deve ser bem misturada, antes do uso. Algumas marcas tem diferentes aromas e sabores: como chocolate, baunilha, limão, morango e lima. O Bário pode ser preparado numa mistura relativamente rala ou densa. Essa mistura ocorre da seguinte forma: uma parte de bário para uma parte de água. -Denso: o Bário denso contem 3 ou 4 partes de Bário (BaSO) para uma parte de água e tem a consistência de um sereal cozido. O Bário denso é mais difícil de engoli, porém é mais adequado para o estudo do essofago, porque desce lentamente e tende a aderir a mucosa esofagiana. -Ralo: o baro ralo assume a consistência de um milkshake ralo, sendo usado no estudo de todo o trato gástrico intestinal. OBS: Existe ainda outro contraste que é o iodado. Contra- indicação ao Sulfato de Bário A mistura é contra-indicada se há alguma chance da mistura passar (escapar) para a cavidade peritoneal (membrana que separa pâncreas e intestinal). Esse escape pode ocorrer em virtude de uma víscera perfurada ou durante a realização de uma cirurgia, em qualquer uma dessas condições, deve ser usado um contraste iodado solúvel em água. Uma desvantagem dos contrates solúveis em água é o gosto amargo. O cliente devera ser alertado á respeito do gosto do material a ser usado no procedimento. Advertência O contraste iodado não deve ser usado se o cliente e sensível ao iodo. Deve também ser observado que um pequeno número de paciente é hipersensível ao sulfato de bário e seus aditivos. Embora essa seja uma ocorrência rara. Duplo Contraste A técnica de duplo contraste é amplamente empregada na busca diagnostica de certas condições e doenças, alguns centros realizam a esografia com duplo contraste, empregando meios radiopacos e radio transparentes. O seu desenvolvimento ocorreu no Japão onde há alta incidência de câncer gástrico. O meio de contraste radiopaco é o sulfato de bário de alta densidade é usado para prover bom revestimento da mucosa gástrica. O meio de contrste radiolucente é tanto o ar como o gás dióxido de Carbono. Para introduzir o ar , pequenos orifícios são feitos num canudo. Conforme o paciente bebe a mistura de bário o ar é puxado para o interior do corpo. Eliminação Pós-Exame – Defecação Uma das funções normais do intestino grosso e absorção de água. Qualquer mistura de sulfato de bário existente no intestino grosso após procedimento seriografico, pode se tornar endurecida ou solidificada e consequentimente dificultar a evacuação alguns pacientes pode requerer um laxante após o exame para ajudar a remover o bário, se os laxantes de liquidos ou de óleo mineral ate que as fezes fiquem livres de todos os traços do sulfato de bário. Nomes de alguns exames que utilizam Contrastes Fluoroscopia- para estudo do sistema gastrointestinal superior (através da fluoroscopia é permitido visualizar o canal alimentar em movimento) Obs: são dois procedimentos radiográficos do Trato Gástrico intestinal superior envolvendo administração de meio de contraste são: esografia, e seriografia do trato gastrointestinal superior Urografia- exame radiográfico do sistema urinário em geral, usando meios de contraste injetado intravenosamente. Cistografia –exame radiológico não funcional da bexiga urinaria.uso de meio de contraste iodado via um cateter uretral. Entre outros... .

sábado, 13 de agosto de 2011

Questões de Concursos - 02


PROVA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

1) Atribui-se a descoberta dos raios X a:
a) Compton;
b) Crooks;
c) Colidge;
d) Lavoisieur;
e) Roentgen.

2) Os raios X são:
a) energia eletromagnética que atravessa
objetos;
b) energia eletromagnética transversal;
c) raios de origem elétricas;
d) emissão corpuscular com carga elétrica
positiva;
e) energia eletromagnética de comprimento
de onda menor que um angström.

3) Entre os princípios físicos dos raios X,
fazer fluorescer sais metálicos é um deles.
Quais dos sais abaixo sofreriam essa
reação?
a) sulfato de zinco-cádmio.;
b) tungstato de bário;
c) sulfeto de zinco-cádmio;
d) extrato de terras raras;
e) grãos de bromo e prata.

4) Ajusta-se a quantidade de raios X:
a) através da quantidade de elétrons
liberadas pelo anodo;
b) através da intensidade da corrente
elétrica no tubo de raios X;
c) através da aceleração dos elétrons no
retificador de corrente;
d) controlando a energia elétrica de entrada
no transformador;
e) de acordo com a rotação do anodo.

5) O filme radiográfico é composto por uma
base de poliéster e uma camada de
emulsão fotográfica. Qual a composição
desta emulsão?
a) gelatina fotográfica + iodeto de prata;
b) gelatina fotográfica + brometo de prata;
c) gelatina fotográfica + cristais de haleto de
prata;
d) brometo de prata com cerca de 10% de
iodeto de prata;
e) cristais de haleto de prata + brometo de
prata.

6) Para que se tenha uma boa resolução
espacial, boa qualidade na imagem
radiográfica deve ser usado um écran:
a) lento, cuja espessura da camada
fluorescente é reduzida;
b) lento, cuja espessura dos grãos
fluorescentes é reduzida;
c) médio, cujo poder reforçador lhe dá um
equilíbrio;
d) rápido, cuja espessura da camada
fluorescente é baixa;
e) rápido, cuja camada fluorescente está em
equilíbrio.

7) Uma radiografia sub-revelada é prova,
entre outras, que há um químico com perda
da atividade, o que você faria:
a) trocaria a água?
b) trocaria o fixador?
c) trocaria o revelador?
d) acrescentaria ao fixador brometo de
potássio e iodeto de potássio?
e) simplesmente aumentaria o tempo de
radiação do paciente?

8) Dependendo da razão da grade
antidifusora, há uma maior ou menor
absorção de radiação útil. Para compensar
esta perda o que pode ser feito na mesa de
comando?
a) diminuir a energia (kV);
b) aumentar o (kV);
c) aumentar o (mAs);
d) aumentar ou diminuir a energia (kV);
e) aumentar ou diminuir o (mAs).

9) Qual dos equipamentos abaixo, funciona
como meio de melhorar a qualidade da
imagem?
a) a bandeja;
b) o anódio fixo;
c) o bucky;
d) o medidor de espessura;
e) o cilindro de extensão.
10) São unidades convencionais de medida
de radiação, exceto:
a) Gray;
b) Sievert;
c) Rad;
d) Roentgen;
e) Stemens.

11) Um individuo, 10 anos após um
acidente radioativo em sua cidade, no qual
ficou exposto por uma semana à radiação,
ultrapassando a dose limiar, constatou que
estava estéril. Que tipo de efeito radiológico
ele sofreu?
a) randômico;
b) determinístico;
c) teratogênico;
d) genético;
e) somático tardio.
12) Os ossos se classificam em:
a) longos, curvos, chatos, irregulares e
sesamóides;
b) irregulares, planos, compactos, chatos e
sesamóides;
c) sesamóides, longos, planos, curtos e
irregulares;
d) esponjoso, curtos, longos, irregulares e
sesamóides;
e) compactos, esponjosos, longos, curtos e
regulares.
13) A cinemática é um dos princípios da:
a) ampligrafia;
b) autotomografia;
c) abreugrafia;
d) planigrafia;
e) radioscopia.

14) De acordo com “Boisson”, na incidência
de Rheese, o plano mediano sagital forma
com o plano do filme um ângulo de:
a) 48 graus;
b) 45 graus;
c) 55 graus;
d) 60 graus;
e) 53 graus.

15) Um destes ossos não pertence ao
assoalho craniano:
a) etmóide;
b) esfenóide;
c) temporal;
d) parietal;
e) frontal.

16) Numa incidência semi-axial AP do sacro
( Ferguson ), para L5 -S1, o raio central
deve fazer uma angulação cefálica ao redor
de:
a) 25 a 30º;
b) 28 a 32º;
c) 25 a 35º;
d) 20 a 30º;
e) 23 a 25º.

17) Qual a técnica radiológica utilizada para
melhor visualização do tecido mamário em
pacientes submetidas a prótese?
a) médio-lateral;
b) oblíqua-mediolateral;
c) Eklund;
d) crânio-caudal;
e) obliqua médio-lateral forçada.

18) Em mamografia, a incidência conhecida
como “incidência de Cleópatra”, chama-se :
a) CC lateral verdadeira;
b) CC axilar;
c) CC rodada;
d) CC verdadeira;
e) CC exagerada lateralmente.

19) Como é chamado o material ou
dispositivo interposto entre uma fonte de
radiação e seres humanos ou meio
ambiente, com o propósito de segurança e
proteção radiológica?
a) acidente;
b) camada semiredutora;
c) blindagem;
d) área controlada;
e) filtração.

20) Que medida de autoproteção um
técnico deve tomar num exame radiológico
convencional?
a) usar às vezes o dosímetro pessoal;
b) manter a colimação da fonte de radiação;
c) fazer exame periódico de saúde;
d) manter-se o mais distante possível da
fonte de radiação;
e) manter o nível de radiação mensal em
0,10 mSv.

21) Um aparelho móvel e instalado como
fixo com potência inferior a 4 kW é utilizado
para:
a) exames de extremidades;
b) radiografias de pulmão;
c) exames contrastados;
d) proteção do paciente;
e) proteção do técnico.

22) Para o estudo em AP da Chanfradura
Intercondiliana, a perna faz um ângulo com
a coxa de:
a) 90º;
b) 120º;
c) 110º;
d) 45º;
e) 75º.

23) Para fazer uso do efeito anódio, na
prática, devemos:
a) no exame de coluna tóraco-lombar,
colocar a lombar para o lado do anodo;
b) no exame do braço, colocar o ombro para
o lado do catodo;
c) no exame de fêmur, colocar a articulação
do joelho para o lado do catodo;
d) no exame de abdome, colocar a lombar
para o lado do catodo;
e) no exame de crânio, colocar o mento
para o lado do anodo
.
24) Qual a aplicação principal da incidência
Hjelm-Laurell?
a) paciente acamado;
b) suspeita de derrame pleural;
c) rotina para mediastino;
d) enfisema pulmonar;
e) lesões pleurais.

25) Paciente com quadro de abdômen
agudo, de que consta a rotina?
a) AP de abdômen deitado, AP de abdome
de pé e PA de tórax de pé;
b) AP e perfil do abdômen;
c) AP e perfil do abdômen e PA de tórax em
pé;
d) AP de abdômen deitado e AP de
abdômen de pé;
e) AP de tórax, perfil de tórax e abdômen
em decúbito dorsal.

26) O financiamento do Sistema Único de
Saúde (SUS) é de responsabilidade:
a) da união e estados;
b) da união;
c) da união, estados e municípios;
d) dos municípios;
e) dos municípios e estados.

27) Com relação ao repasse de recursos
para o município, o PAB (Piso Assistencial
Básico) representa o custeio de
procedimentos e ações:
a) da assistência hospitalar básica;
b) da assistência básica;
c) da assistência privada básica;
d) da assistência ambulatorial e hospitalar
básicas;
e) de qualquer procedimento assistencial.

28) Como princípio doutrinário do Sistema
Único de Saúde a universalidade
representa:
a) acesso de todos os cidadãos aos
serviços públicos;
b) igualdade da assistência à saúde, sem
preconceitos ou privilégios de qualquer
espécie;
c) integralidade da assistência em todos os
níveis do sistema;
d) participação da comunidade no
planejamento de saúde;
e) a obrigatoriedade universal de
contribuição financeira com o sistema.

29) De acordo com a NOAS-SUS
denomina-se o município referência para
qualquer nível de assistência a saúde
dentro do estado como Município:
a) sede;
b) básico;
c) principal;
d) pólo;
e) núcleo.

30) Segundo o artigo nº 198 da Constituição
Federal de 1988, entre as diretrizes do
Sistema Único de Saúde inclui-se a:
a) complementaridade do setor público em
relação ao setor privado;
b) restrição à contratação de serviços
privados;
c) priorização do atendimento médico à
população de baixa renda;
d) obrigatoriedade de contribuição
financeira de todos os setores da
sociedade;
e) participação da comunidade;


sábado, 16 de julho de 2011

Questões de Concursos - 01

Concurso Público do Município de Juazeiro do Norte - CE

23. Dentre os objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS) está:
a) A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde.
b) Formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.
c) Ordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica.
d) Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde.

24. Considere as seguintes responsabilidades:
I Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços
públicos de saúde.
II Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS).
III Participar da execução, controle e avaliação das ações referentes às condições e aos ambientes de
trabalho.
À direção municipal do Sistema de Saúde (SUS) compete:
a) Apenas I e II.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e III.
d) I, II e III.

25. “No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá organizar-se em
___________________ de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para
a cobertura das ações de saúde.” Parágrafo segundo do artigo 10 da Lei Federal no 8080/1990.
Assinale a alternativa que completa corretamente o artigo citado anteriormente.
a) Organizações.
b) Consórcios.
c) departamentos.
d) distritos.

26. “ Exposição que persiste ao longo do tempo”. Este conceito refere-se à exposição do tipo:
a) Acidental.
b) Crônica.
c) Ocupacional
d) Potencial.

27. Os efeitos biológicos dos raios-X são classificados como:
a) Moderados e Acentuados.
b) Diretos e Indiretos.
c) Determinísticos e Estocásticos.
c) Agudos e Graves.

28. Quanto ao tamanho, os filmes radiográficos intra-orais utilizados em radiografias odontológicas
são classificados em Tipo I, II e III, que correspondem respectivamente a:
a) Interproximal, Oclusão e Periapical.
b) Oclusão, Periapical e Interproximal.
c) Periapical, Oclusão e Interproximal.
d) Periapical, Interproximal e Oclusão.

29. A dose efetiva média para exposições ocupacionais não pode exceder em nenhum ano a
quantidade de:
a) 20 mSv
b) 30 mSv
c) 40 mSv
d) 50 mSv

30. O comprimento de onda e a freqüência são grandezas utilizadas para a caracterização de uma
onda eletromagnética. A respeito dessas grandezas é correto afirmar que:
a) São grandezas inversamente proporcionais.
b) São grandezas diretamente proporcionais.
c) São grandezas não-proporcionais.
d) São grandezas parcialmente proporcionais.

31. Considere as afirmações abaixo:
I A mamografia pode detectar lesões invasivas precoces ou carcinomas medindo somente alguns
poucos milímetros, antes de se tornarem sintomáticos ou palpáveis.
II Um exame padrão de mamografia consiste na visibilização de projeções mediolaterais oblíquas e
craniocaudais das mamas.
III O prolongamento axilar é bem demonstrado na incidência craniocaudal da mama.
A respeito da mamografia, marque a CORRETA:
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas II e III.
d) I, II, III.

32. Sobre a câmara escura, assinale a alternativa INCORRETA.
a) A inadequação das atividades realizadas na câmara escura aos procedimentos de controle de
qualidade estabelecidos em legislação é determinante para a qualidade da radiografia produzida.
b) Os filmes utilizados nesse tipo de câmara devem ser armazenados e mantidos em posição vertical e
longe de fontes radioativas.
Concurso Público do Município de Juazeiro do Norte - CE
c) Os filmes devem ser processados em local vedado contra a luz do dia ou artificial de qualquer outra
natureza.
d) Em uma câmara escura o piso deve ser anticorrosivo e antiderrapante. Já as paredes devem ser
revestidas com material resistente à ação das substâncias químicas utilizadas nesse tipo de câmara.

33. Sobre o contraste radiológico, assinale a alternativa CORRETA:
a) O contraste radiológico pode ser definido como a diferença de distorção nas áreas adjacentes da
imagem radiográfica.
b) Os meios de contraste negativos absorvem mais radiação que os tecidos adjacentes
(radiotransparentes).
c) Os meios de contraste positivos absorvem menos radiação que os tecidos adjacentes (radiopacos).
d) O objetivo ou função do contraste é tornar os detalhes anatômicos de uma radiografia mais visíveis.

34. Em uma radiografia perfil do crânio a posição correta em que o paciente deve está é:
a) Em decúbito dorsal.
b) Em decúbito lateral.
c) E decúbito ventral, em posição de nadador.
d) E decúbito ventral, na posição fronto-naso (apoiando a região do nariz e a testa na mesa de exames).

35. Sobre os Raios-X, marque a alternativa INCORRETA:
a) Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios-X não sofrem interferência,
polarização, refração, difração, reflexão, entre outros efeitos.
b) Dentre as principais propriedades dos raios-X estão: propagar- se na velocidade na velocidade da luz,
propagar-se em linha reta em várias direções e não são desviados por campos.
c) Os raios-X podem ser bloqueados por chumbo, entretanto a espessura dependerá da energia dos
raios-X.
d) Os raios-X são produzidos quando elétrons de alta energia são subitamente desacelerados.

36. Ao ser solicitado uma radiografia de tórax em PA (póstero-anterior), o Técnico em Radiologia
deve colocar o paciente para a realização correta do exame na seguinte posição:
a) O paciente deve estar com a região anterior do seu tórax o mais próximo possível do filme.
b) O paciente deve estar com a região dorsal do tórax o mais próximo possível do filme.
c) O paciente deve estar com a região esquerda do tórax o mais próximo possível do tórax.
d) O paciente deve estar com o lado direito de seu tórax o mais próximo possível do filme.

37. Considere as afirmações abaixo:
I É a técnica radiográfica intra-oral mais utilizada na odontologia. Nesta técnica pode ser visualizado o
dente e sua relação com os tecidos periapicais.
II Técnica também conhecida como “Bite Wing” (asa de mordida), muito utilizada em odontologia para
pesquisas de cáries entre as coroas dentais.
III Técnica muito utilizada para diagnosticar grandes lesões nos maxilares, dentes inclusos, corpos
estranhos, expansões palatinas dentre outras finalidades.
As técnicas radiográficas odontológicas a que se refere às afirmações I, II e III, correspondem
respectivamente a:
a) Periapical, Oclusal e Interproximal.
b) Periapical, Interproximal e Oclusal
c) Oclusal, Interproximal e Periapical.
d) Interproximal, Periapical e Oclusal.

38. A avaliação quantitativa da dose de radiação recebida pelo corpo humano, refere-se a:
a) Detectores não-ionizantes.
b) Detectores à cintilação.
c) Dosimetria.
d)Detectores por ionização.

39. Sobre a produção de imagens, considere as seguintes afirmações:
I As imagens são produzidas por raios-X e filmes radiográficos.
II As imagens são produzidas por raios-X, detectores e computadores.
III As imagens são produzidas por campos magnéticos, ondas de radiofreqüência e computadores.
As técnicas que produzem as imagens a que se referem às afirmações I, II, III, IV correspondem
respectivamente a:
a) Radiografia Plana (ou convencional), Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada.
b) Ressonância Magnética, Radiografia Plana (ou convencional) e Tomografia Computadorizada.
c) Radiografia Plana (ou convencional), Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética.
d) Tomografia Computadorizada, Radiografia Plana (ou convencional) e Ressonância Magnética.

40. Uma das DESVANTAGENS da Tomografia Computadorizada é a:
a) Permissão do estudo de secções transversais do corpo humano vivo (ou seja, em “fatias”).
b) Distinção das variações na densidade de cada tecido analisado.
c) Obtenção de imagens sem superposição.
d) Utilização de radiação ionizante e meio contrastante iodado.

41. Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
a) Tomografia Computadorizada e ressonância magnética são dois métodos uniplanares de obtenção de
imagens.
b) Atualmente a ressonância magnética é o método de melhor escolha na avaliação de pequenos nódulos
pulmonares do tipo indeterminados.
c) O exame de Ressonância Magnética é um método de diagnóstico por imagem que apesar de utilizar a
radiação, permite retratar imagens de alta definição dos órgãos do corpo humano.
d) A tomografia computadorizada com técnica helicoidal permite adquirir-se um conjunto de dados brutos
que podem ser trabalhados para, posteriormente, gerar imagens com diferentes espessuras de corte.

42. Entre os fatores atenuantes da radiação, estão:
a) Distancia, tempo em mSv.
b) Distância, tempo e blindagem.
c) Blindagem, tempo e mAs.
d) mAs, mSv e kVp.

43. Para se obter uma melhor visualização de arcos costais a radiografia de tórax deve ser realizada
a uma distância foco-filme de:
a) 1,80 m.
b) 1,20 m.
c) 2,50 m.
d) 2,80 m.

44. Um tipo de manobra especial, chamada de “manobra de Eklund” é utilizada em pacientes:
a) Que tiveram a retirada parcial ou total da mama.
b) Portadoras de implantes mamários.
c) Com mamas pequenas.
d) Grávidas.

45. O quadro clínico apresentado por um irradiado em todo o corpo depende da dose de radiação
absorvida. A unidade para expressar a dose de radiação absorvida pela matéria é o:
a) Roentgen (R).
b) Sievert (Sv).
c) Gray (Gy).
d) Joule por metro quadrado (J/m2).

46. A capacidade de “arrancar” elétrons do material durante sua passagem por esse mesmo
material é uma característica da radiação:
a) Ionizante.
b) Não-Ionizante.
c) Eletrostática.
d) Cósmica.

47. Dentre as exigências de seguranças impostas nas salas de raios-X está, por exemplo, a
construção de paredes e portas de maneira a serem blindadas para a radiação gerada pela:
a) Pela máxima potência do aparelho.
b) Pela mínima potência do aparelho.
c) ela potência média do aparelho.
d) Não há uma exigência específica, tudo dependerá do tamanho da sala de raio-X.

48. A tensão do tubo, a filtração (adicional) e a distância foco-pele devem ser as maiores possíveis,
consistentes com o objetivo do estudo, de modo a reduzir a dose no paciente, exceto em
exames de:
a) Tórax.
b) Abdome.
c) Coluna vertebral e pelve.
d) Mamografia.

49. Sobre o sistema de proteção radiológica, assinale a alternativa CORRETA.
a) No emprego das radiações em medicina e odontologia, deve-se dar pouca ênfase à otimização da
proteção nos procedimentos de trabalho, por possuir uma influência indireta na qualidade e segurança
da assistência aos pacientes.
b) Os princípios básicos que regem o sistema de proteção radiológica são: justificação da prática e das
exposições médicas individuais, otimização da proteção radiológica, limitação de doses individuais e
prevenção de acidentes.
c) Os limites de doses individuais são valores de dose efetiva ou de dose equivalente, estabelecidos
somente para exposição ocupacional.
d) As exposições médicas de pacientes devem ser otimizadas ao valor máximo necessário para obtenção
do objetivo radiológico (diagnóstico e terapêutico).

50. A articulação pelvivertebral apresenta-se na altura da:
a) Segunda vértebra lombar.
b) Décima vértebra lombar.
c) Quinta vértebra lombar.
d) Oitava vértebra lombar.

51. A ação das radiações no organismo humano produzem uma série de efeitos, que representam
danos diferentes para cada região afetada. As células do corpo humano mais sensíveis à
radiação, são:
a) Células da medula óssea, células musculares, células neuronais e células da pele.
b) Células do tecido linfóide, células musculares, células do tecido ósseo plenamente desenvolvido e
células pulmonares.
c) Células do tecido linfóide, células da medula óssea, dos órgãos genitais e do sistema gastrointestinal.
d)Células musculares, células pulmonares, células neuronais e do sistema gastrointestinal.

52. Assinale a alternativa INCORRETA sobre os sintomas clínicos, relativos aos efeitos biológicos
imediatos mais prováveis na irradiação de corpo inteiro, com doses agudas de radiação.
a) A exposição de doses agudas de radiação no sistema urinário pode determinar o aparecimento de
sangue na urina, o que, por sua vez, pode ser uma indicação de que os rins foram atingidos
severamente.
b) Nos órgãos reprodutores, doses agudas de radiação podem produzir esterilidade, tanto
temporariamente como permanente.
c) Apesar da radiação externa ter pequena influência sobre as células dos ossos, fibras e cálcio, grandes
doses de radiação pode afetar fortemente a medula óssea.
d) No sangue os glóbulos bancos são as primeiras células a serem destruídas pela exposição,
provocando leucopenia e reduzindo a imunidade do organismo. Doses agudas de radiação podem,
ainda, provocar o desaparecimento de plaquetas, entretanto o indivíduo ainda apresenta uma
coagulação sanguínea satisfatória, visto que há pouca perda de células vermelhas.

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Nova Gramatica

Jornalistas, atualizem-se. Blogueiros, atualizem-se. Galera, atualize-se. Ô.ô
Para saber tudo o que mudou na gramática, veja resumidamente algumas mudanças:
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.
2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.
- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).
- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
- Nos demais casos não se usa o hífen.
- Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r.
- Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal.
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani.
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição.
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Sempre se usa o hífen diante de h
1. Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s
- Sem hífen diante de r e s Dobram-se essas letras
- Com hífen diante de mesma vogal
2. Prefixo terminado em consoante:
- Com hífen diante de mesma consoante
- Sem hífen diante de consoante diferente
- Sem hífen diante de vogal

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Densitometria Óssea

Introdução
A densitometria óssea é uma especialidade que utiliza vários métodos na avaliação da densidade mineral óssea para o diagnóstico de osteoporose. Estima-se que 28 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm osteoporose ou apresentam risco de desenvolvimento da doença. Os custos médicos, econômicos e sociais associados com os problemas de saúde dos pacientes com osteoporose são alarmantes, atingindo 14 bilhões de dólares por ano. A importância da detecção e do diagnóstico precoces aumentou o interesse nas técnicas de densitometria óssea. Aplicações avançadas de densitometria óssea afetaram significativamente o diagnóstico e a administração desse processo patológico.

Historia
Antes do desenvolvimento de métodos de DO especifica, radiografias padrões da coluna lombar avaliadas para detectar alterações visiveis dentro da densidade óssea.
No ano de 1964, o 1º aparelho de DO: OSPA (Single Photon Absorptiometry) foi desenvolvido na Universidade de WISCONSIN (EUA), possui apenas um feixe de energia, devido a isso, não identificava partes moles.(gorduras e músculos), somente parte óssea, com isso a medida de massa óssea ficava limitada a avaliação de apenas uma parte anatômica (antebraço)
No inicio dos anos 80 foi desenvolvido o DPA (DUAL ENERGY PHOTON ABSORPTIOMETRY). Este aparelho possui 2 feixes de energia, com isso possibilitou quantificar a medida óssea da coluna lombar e fêmur.
Em 1987 substituindo a fonte de gadolinium por um tubo de rx, foi desenvolvido o DEXA ou DXA (DUAL ENERGY X-RAYS ABSORPTIOMETRY). Com esse novo método passou-se a medir mais sítios alem da coluna lombar e fêmur.
A geração de aparelhos de DEXA utiliza um feixe de radiação colimado e um detector localizado no braço do aparelho. Esse conjunto segue longitudinal e transversalmente, varrendo o seguimento num trajeto em serpentina. As imagens se constrói a partir da soma das linhas de varredura.
A 2º geração de aparelho de DO  denominada de “FAN BEAM” utiliza um leque de feixes acoplado a um conjunto de detectores alinhados, localizados no braço scaner, o que melhora a resolução da imagem e diminui o tempo de exame, porem aumenta a dose de radiação no cliente. Esses equipamentos realizam a varredura em um único movimento sobre o cliente.

Conceito de DENSITOMETRIA ÓSSEA
A DO é reconhecidamente o método não invasivo mais precioso para se avaliar o grau de perda de massa óssea e o risco de fraturas através da medida da massa óssea. As medidas de massa óssea refletem a quantidade de cálcio presente na área ou região de interesse do esqueleto que esta sendo avaliada.
Os valores obtidos são comparados com os de uma população saudável, utilizada como referencia permitindo estimar o risco relativo de fraturas comparado com a população de controle saudável.

Composição do Osso
Para entender o princípio subjacente a densitometria óssea, o técnico precisa ter um entendimento básico da composição óssea e de como o processo osteoporótico ocorre. O osso é um tecido vivo, que consiste em duas categorias principais de osso.
Cortical refere-se ao córtex ou porção externa. Assim, o osso cortical forma o invólucro externo denso de todos os ossos e é importante no suporte de peso.
O segundo tipo mais importante de tecido ósseo é o osso esponjoso ou trabecular, que forma a porção interligada em forma de treliça ou esponjosa do osso que fornece força ao osso. Ele está constante­mente se modificando através de um processo de natureza complexa de destruição e reconstrução das células do osso. Essas células são os osteoblastos e os osteoblastos. Os osteoblastos são responsáveis pela construção de osso novo ou pelo reparo ósseo. A desestruturação e a reabsorção de osso velho são atribuídas aos osteoblastos. O ritmo em que o processo é executado contribui para a densidade óssea.
Se o ritmo de osso novo excede a desestruturação de osso velho, a densidade óssea é aumentada. A densidade óssea permanece constante se o processo ocorre no mesmo ritmo. Quando o ritmo de osso novo é excedido pela desestruturação de osso velho, ocorre, então, uma diminuição na densidade óssea. Esse método utiliza esse princípio na identificação precoce da densidade mineral óssea. A detecção precoce da osteoporose através da densitometria óssea pode levar à intervenção antes que ocorram fraturas esqueléticas associadas.

Osteoclastos e Osteoblastos
Durante toda a nossa vida, nossos ossos passam por um processo que chamamos de remodelação óssea.
Os osteoclastos e osteoblastos são as principais células ósseas responsáveis pela remodelação óssea. Os osteoclastos removem osso, causando reabsorção óssea, enquanto os osteoblastos constroem ou repõem tecido ósseo. O índice de ocorrência deste processo contribui para a densidade do osso. Quando estamos jovens e em crescimento ativo, os osteoblastos constroem e repõem nossos tecidos ósseos. Geralmente, por volta do 35 anos de idade, mais osso é removido que reposto, resultando na queda progressiva de massa óssea. O aumento da idade faz com que os ossos do esqueleto se tornem mais  finos e mais fracos. Com a perda da densidade óssea há um aumento da incidência de fraturas de quadril, coluna, punho e outros ossos, com traumas pequenos ou mínimos. A detecção precoce por meio da densitometria óssea pode levar a intervenção antes que as fraturas associadas ao esqueleto ocorram.

Objetivo da DO
     A densitometria óssea é usada para:
·   Mensurar a DOM (Media de Conteúdo Mineral Ósseo em uma área)
·   Detectar perda ossea
·   Estabelecer o diagnostico de osteoporose
·   Avaliar o risco individual de fraturas
·   Avaliar a resposta à terapia  de osteoporose



Indicações Clínicas
·    A osteoporose
·    avaliação de pacientes com doenças metabólicas que notoriamente afetam o osso,
·    a avaliação de mulheres em relação à possível iniciação de terapia de reposição hormonal
·    a avaliação e a monitoração do tratamento para osteoporose.
·    Mulheres na pós-menopausa que tenham um ou mais fatores de risco para fratura osteoporótica também são uma indicação.



O que é Osteoporose
Osteoporose significa poros nos ossos.
Conceito: o termo osteoporose, refere-se a doença caracterizada por uma diminuição absoluta e global da quantidade de tecido ósseo, abaixo daquela requerida para o suporte mecânico de sua atividade normal. É uma doença que causa enfraquecimento dos ossos. Uma pessoa com osteoporose pode sofrer fraturas com facilidade porque seus ossos ficam sensíveis a qualquer esforço, podendo ocorrer, inclusive fraturas espontâneas. ....
A osteoporose é definida como uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e comprometimento microarquitetônico do tecido ósseo. Essa deterioração leva a uma fragilidade óssea aumentada e, conseqüentemente, a um risco aumenta­do de fraturas. Afetando principalmente mulheres na pós-menopausa, ela é uma doença degenerativa que resulta em redução na densidade óssea por perda de cálcio e de colágeno. Ela se desenvolve gradualmente e pode ser de difícil detecção sem uma avaliação densitométrica.

Os possíveis fatores de risco :
·    Ser mulher : devido a mesma possuir menos quantidade de massa óssea que o sexo masculino.
·    Raça branca ou Asiático: comparados a raça negra, possui entre 6% e 13% menos de massa óssea respectivamente.
·    História familiar de osteoporose: maior probabilidade de se adiquirir a doença devido o fator genético.
·    Doenças renais crônicas: maior excreção de cálcio pelos rins
·    Uso de determinados medicamentos: corticóides, anticonfusivos e hormônios para tireode
·    Menopausa precose: perda do hormônio estrogênio aumenta a atenuação dos asteoclastos reabsorvendo o osso.
·    Baixo peso corporal
·    Tabagismo e alcoolismo: impedem muito a absorção de cálcio pelo organismo.
·    Atividade física inadequada
·    Fraturas prévias
·    Baixa ingestão de cálcio


Como prevenir

·    Alimentação rica em cálcio
·    Ingestão de vitamina “D”; que ajuda na absorção do cálcio
·    Exercícios físicos: para aumento da massa óssea
·    Reposição hormonal


Cuidados que devem ser observados antes da realização do exame
·    Suspender a medicação de cálcio 24h antes da realização do exame.
·    Exame contrastados deverão ser realizados 3 dias antes dos procedimentos de D.O . esse cuidado é importante para que não haja resídua de contraste no organismo pois isso alteraria o resultado final do exame.
·    Deve-se orientar o paciente a retirar itens da sua vestimenta, como por exemplo: fechos, botões e adornos, acessórios que possa interferir na imagem.


A radiação na Densitometria
No que diz respeito a D.O q eu especialidade não envolve exposição maior que a permitido que a população em geral taxa de exposição para o paciente: varia de 0,03 (MSV/H) a 0,30(MSV/H) do equipamento DPX-IQ ao QDR-4500, respectivamente.
Já a taxa de exposição para o técnico em D.O , varia de 0,01 (MSV/H) A UMA DISTANCIA DE 1 METRO DO EQUIPAMENTO A 2,30 (MSV/H) com distancia de 3 m

Medições realizadas por empresa especializadas e técnicas da CNEM comprovaram que durante um exame de DO a radiação emitida  é pouca e se forem respeitada as distancias que o técnico deve manter do scanner, não é necessária adotar medidas de proteção individual e barreiras físicas. Sendo assim a sala de exames na D.O não precisa blindar.

Contra-indicações
A densitometria óssea é contra-indicada se procedimentos de controle da qualidade e padronizações não forem mantidos para assegurar resultados precisos. Outras limitações incluem uma massa óssea que é muito baixa ou uma parte do corpo que é muito espessa na área de interesse. Malformações anatômicas do sítio anatômico, tais como aquelas exibidas na coluna, também podem fornecer resultados menos precisos. Exemplos disso incluiriam cifose ou escoliose graves.
Assim como ocorre em relação a qualquer exame radiográfico, a gestante não deve ser examinada, e os padrões estabelecidos para evitar a exposição inadvertida do feto devem ser mantidos. Além disso, o paciente deve ser agendado com intervalo de pelo menos uma semana da data de qualquer exame radiográfico anterior com contraste ou da administração de quaisquer isótopos para exame de medicina nuclear.

Principais Métodos de Realização de Exames

Diferentes tipos de scanners estão disponíveis, empregando vários métodos e técnicas para determinar tanto a densidade mineral quanto o conteúdo do osso. De uma perspectiva histórica, as técnicas desenvolvidas inicialmente forneceram um fundamento para o qual técnicas avançadas mais recentes foram desenvolvidas.
As técnicas capazes de medições da densidade óssea incluem as seguintes:
Radioabsortometria (RA)
Absortornetria fotônica com energia única (SPA)
Absortometria fotônica com energia dupla (DPA)
Absortometria por raios X com energia única (SXA)
Absortometria por raios X com energia dupla (DXA)
Tomografia computadorizada quantitativa (TCQ)
Ultra-sonografia quantitativa (USQ)

OS três últimos métodos relacionados acima encontram-se em uso mais comum e são descritos neste capítulo.

ABSORTOMETRIA POR RAIOS X COM ENERGIA DUPLA

A absortometria por raios X com energia dupla (OXA) é uma técnica comum empregada na prática atual. A base física da DXA incorpora o uso tanto de uma faixa alta quanto de uma faixa baixa de energia de raios X para a obtenção de diferenças de atenuação máximas no osso e nos tecidos moles. Essa ação pode ser executada através do uso de um sistema de desvio de energia ou de filtros.
Os sistemas de desvio de energia são alternados entre quilovoltagens específicas alta e baixa. Filtros utilizados em conjunto com sistemas detectares discriminadores separam o feixe de raios X em energias alta e baixa efetivas. Os primeiros sistemas desse tipo utilizavam um feixe e um detector de raios X do tipo feixe-lápis único. Sistemas DXA mais novos agora incluem uma construção com feixe em leque com uma série de detectares, ou, mais recentemente, um método de braço em C. Essas unidades mais novas são mais rápidas, e, dependendo da construção do feixe, a varredura pode ser realizada dentro de alguns minutos.

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA QUANTITATIVA (TCQ)
A base dessa técnica está novamente relacionada à atenuação da radiação ionizante à medida que ela passa através dos tecidos do sítio selecionado, mais freqüentemente um sítio central. O processo envolve também a obtenção, primeiramente, de uma imagem piloto para localizar a área a ser analisada.
Então, um corte de 8 a 10 mm de espessura é obtido através de 4 corpos vertebrais separados, ou 20 a 30 cortes contínuos de 5 mm são obtidos por 2 a 3 corpos vertebrais entre T12 e L5* (veja a varredura de amostra;
Um padrão de calibração é rotineiramente escameado simultaneamente para correlação, e um software de análise de imagens estabelece a média de todos os ossos. Exclusivo da TCQ, esse software permite a determinação de medição da densidade mineral óssea tanto de osso trabecular quanto cortical. Ele também permite análise tridimensional ou volumétrica dos dados.
A TCQ é uma técnica amplamente aceita e utilizada para se obter a densidade mineral óssea. Entretanto, o custo desse método é mais alto, e a dose de radiação que o paciente recebe também é mais alta, aproximando-se de 60 +. Com o interesse crescente na varredura periférica, modelos em es­cala pequena de equipamento de tomografia computadorizada foram desenvolvidos para avaliar a densidade óssea do osso periférico (TCQ).

ULTRA-SONOGRAFIA QUANTITATIVA (USQ)
A ultra-sonografia quantitativa é uma técnica não-ionizante utilizada para avaliar a densidade mineral óssea em seleções de sítios periféricos. A técnica oferece medições relativamente rápidas e simples, sem exposição de radiação para o paciente. A USO é utilizada em sítios periféricos com cobertura mínima de tecidos moles. A seleção de sítio mais comum é o calcanhar .
Um feixe de ultra-som é direcionado através do sítio especificado. A velocidade e a atenuação do som demonstram modificações à medida que ele passa através de variações nos componentes estruturais ou na densidade do tecido que está sendo avaliado. Com o refinamento da tecnologia, a USQ poderá substituir as técnicas periféricas existentes.


Metodologia
A técnica baseia-se na atenuação, pelo corpo do paciente, de um feixe de radiação gerado por uma fonte de raios-X com dois níveis de energia. Este feixe atravessa o individuo no sentido postero-anterior e é captado por um detector. O programa calcula a densidade de cada amostra a partir da radiação que alcança o detector em cada pico de energia. O tecido mole (gordura, água, músculos, órgãos viscerais) atenua a energia de forma diferente do tecido ósseo, permitindo a construção de uma imagem da área de interesse.
o laudo também fornece o numero de desvios padrão do resultado obtido em relação à meddia de adultos jovens, população que representa o pico de massa óssea. Este desvio padrão (T-score) é usado para difinir o diagnostico de osteoporose segundo a OMS:
valores ate (-1) desvios padrão da media são considerados normais.
Valores entre (-1,1 e  -2,4) definem osteopenia
Valores (-2,5) diagnosticam osteoporose.
Para cada desvio padrão abaixo da media eleva-se 1,5 a 3 vezes o risco de fraturas osteoporoticas.

O Z-score ou numero de desvios padrão em relação a media esperada para a idade do paciente é outo parâmetro de interesse, particularmente nas osteoporoses secundarias a doenças crônicas.

Regiões de interesse para a densitometria
 A densitometria por DEXA  pode avaliar a coluna lombar, o fêmur proximal, o antebraço e o corpo inteiro com sua composição corporal.