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sábado, 24 de setembro de 2011
Tomografia Computadorizada
Tomografia Computadorizada
NOÇÕES DE TC
Definição:
A tomografia computadorizada pode ser definida como um exame ra¬dialógico exibido como imagens tomográficas finas de tecidos e conteúdo corporal, representando reconstruções matemáticas assistidas por computador.
O termo radiológico tomografia deriva da palavra grega tomos, que segnifica “cortes”. A TC proporciona imagens anatômicas nos planos axial, sagital ou coronal, usando um computador complexo e um sistema mecânico de imagenm. O conceito de imagens da tc pode ser simplificado se comparado à observação das imagens de um pão de forma; a radiografia convencional captura a imagem de um pão como um todo, enquanto a TC faz as imagens individuais de cada fatia (Tb chamados de secções ou cortes) , que são vistas independentemente.
Exemplo : o AP do abome é o pão, e a imagem de TC na direita é uma “fatia”.
VANTAGENS SOBRE A RADIOGRAFIA CONVENCIONAL
A tomografia computadorizada tem três vantagens gerais importantes sobre a radiografia convencional.
A primeira é que as informações tridimensionais são apresentadas na forma de uma série de cortes finos da estrutura interna da parte em questão. Como o feixe de raios X está rigorosamente colimado para aquele corte em particular, a informação resultante não é superposta por anatomia sobrejacente e também não é degradado por radiação secundária e difusa de tecidos fora do corte que está sendo estudado.
A segunda é que o sistema é mais sensível na diferenciação de tipos de tecido quando comparado com a radiografia convencional, de modo que diferenças entre tipos de tecidos podem ser mais clara¬mente delineadas e estudadas. A radiografia convencional pode mostrar tecidos que tenham uma diferença de pelo menos 10% em densidade, enquanto a TC pode detectar diferenças de densidade entre teci¬dos de 1 % ou menos. Essa detecção auxiliano diagnóstico diferencial de alterações, tais como uma massa sólida de um cisto ou, em alguns casos, um tumor benigno de um tumor maligno.
Uma terceira vantagem é a habilidade para manipular e ajustar a imagem após ter sido completada a varredura, como ocorre de fato com toda a tecnologia digital. Essa função inclui características tais como ajustes de brilho, realce de bordos e zoam (aumentando áreas específicas). Ela também permite ajuste do
contraste ou da escala de cinza, o que é chamado de "ajuste de janela" para melhor visualização da anatomia de interesse.
O QUE É TOMÓGRAFO
É um equipamento computadorizado que utiliza a radiação x para obtenção de imagens diagnosticas. O aparelho realiza cortes em milimetros transversais de diversos orgaos do corpo humano.
Possui um painel de comando não so do proprio gantry, como tambem da mesa alem de indicadores de posicionamento. É possivel a inclinação de aproximadamente 30º com o paciente dentro do gantry, deve-se ter a maxima atenção para não esmagar o paciente, possui uma abertura onde é introduzido o paciente; faixa de abertura de 60 à 70 cm.
Os colimadores são utilizados para definir a espessura de corte (slice) e para reduzir a radiação dispersa.
A colimação é feita atraves do console de comando
O deslocamento da mesa é feito atraves do painel de comando existente no gantry.
Alguns equipamentos apresentam uma tela de dados no proprio console onde podem ser inseridos dados dos pacientes. Em alguns teclados encontramos teclas para o comando da mesa e do gantry, acionamento do intercomunicador de venha a ser o microfone imbutido, regras de ligar e desligar o equipamento e disparador dos raios-x.
MODIFICAÇÕES E AVANÇOS NOS SISTEMAS DE TC
Desde a introdução da varredura por TC na prática clínica, no início da década de 1970, os sistemas de equipamentos evoluíram 4 gerações. Cada geração de scanners diminuiu o tempo de varredura. A diferenciação entre as gerações sucessivas de sistemas de varredura envolveu primariamente o movi-mento do tubo de raios X e os arranjos dos detectores e o acréscimo de mais detectores.
Scanner de Quarta Geração Os scanners de quarta geração se desenvolveram durante a década de 1980 e possuem um anel fixo de até 4.800 detectores ou mais que circundam completamente o paciente em um círculo completo dentro da gontry. Um tubo de raios X simples gira através de um arco de 360º durante a coleta de dados. Através de todo o movimento rotatório contínuo, curtos feixes de radiação são emitidos por um tubo raios X que proporciona tempos de corte tão pequenos quanto 1 minuto para todo um exame.
TOMÓGRAFOS VOLUMÉTRICOS (HELICOIDAL/ESPIRAL)
O movimento do tubo de raios x dos primeiros tomógrafos foi restrito por cabos de alta tensão. O tubo de raios x deveria girar 360º em uma direção para obter um corte; a mesa avançaria a medida estabelecida ; depois, o tubo giraria 360º na direção oposta para obter o próximo corte. A descoberta da tecnologia slip-ring no inicio dos anos de 1990 permitiu a tecnologia da TC ir alem da aquisição corte a corte.
A tencnologia slip ring substituiu os cabos de alta tensão e permitiu a rotação continua do tubo de raios x , que quando combinada ao movimento do paciente no gantry adquirir informação de um modo espiral ou helicoidal. O termo geral para descrever esta aquisição de informações em volume é varredura volumétrica. Ostermos varredura helicoidal ou volumétrica algumas vezes são usados para indicar a técnica de corte, mas estes são termos específicos de vendas. Os sistemas de TC volumétricos são de terceira ou quarta geração, dependendo do fabricante, mas também são capazes de fazer aquisições de cortes individuais de cortes individuais.
VANTAGENS DO HELICOIDAL
Existem mauitas vantagens da varredura volumétrica em relação a de cortes individuais.
- reconstrução multiplanar (RMP): a informação volumétrica proprorciona reconstrução mais precisas dos dados do paciente nos diferentes planos alternativos (coronal, sagital e tridimensional), daí o nome de reconstrutor multiplanar.
- menor tempo de corte: os tempos de corte são menores uma vez que o paciente se mova continuamente pelo gantry.
-artefatos reduzidos: os artefatos causados pelos movimentos do paciente são menores.
TOMÓGRAFOS MULTISLICE
OS scanners de terceira e quarta gerações desenvolvidos antes de 1992 eram considerados tomógrafos de corte único, capazes de obter imagens de um corte de cada vez. No final de 1998, vários fabricantes de TC anunciaram que os novos tomógrafos de tecnologia multislice (multicorte), todos capazes de obter imagens de quatro cortes simultaneamente. Estes tomógrafos faziam quatro imagens por rotação do tubo de raios x . O desenho na Fig. 22.28 compara o a placa de um detector comum com um arco quatro multidetectores.
Vantagem do Multislice
À velocidade de obtenção de imagens é uma vantagem potencial da obtenção de imagens com TC multicorte, especialmente quando o movimento do paciente é um fator limitante. Por exemplo, um sistema de rotação de quatro cortes em 0,5 s através de imagens simultâneas de quatro cortes, pode obter dados de volume até 8 vezes mais rápido do que um tomografo comparável de um único corte por segundo. Essa obtenção mais rápida de imagens torna possíveis estudos cardiovasculares por TC, exames pediátricos ou outros casos em que são necessários tempos de exposição rápidos.
Uma segunda vantagem relacionada à velocidade de obtenção de imagens é a capacidade de adquirir um grande número de cortes finos rapidamente. Essa velocidade, por exemplo, torna possível a angiografia por Tc com doses menores do contraste exigido; ou um exame de abdome completo por TC é possível com cortes muito finos, de 2 a 3 mm, em um tempo de exame razoavelmente curto.
Desvantagem para Multislice
Uma desvantagem dos tomógrafos de multislice são os aumentos dos cus¬tos significativamente maiores ( de 30% a 50%). Outro problema potencial envolve a revisão e o arquivamento de casos de grande volume (por exemplo, informação para uma reconstrução 3D pode incluir mais de 1.000 imagens).
COMPONENTES DO SISTEMA DE TC
Os sistemas de TC podem ser fixos ou moveis, dependendo da apliacação necessária. Os tomógrafos moveis (fig 22.7) são uasos na produção de imagens de trauma e pré-operatorio, ou ainda como um sistema auxiliar ou de reserva dentro do departamento de imagem. Também são muito úteis em hospitais de campo militares e para a realização de exames de pacientes em alas de isolamento.
Os sistemas de TC possuem três componentes básicos: gantry, computador e o console do operador. Estes sistemas incluem equipamentos de computação e imagens altamente complexos. A seção a seguir fornece uma introdução geral a este tópico muito técnico.
GANTRY
O gantry contém o tubo de raios x, o arco de detectores e os colimadores. Geralmente, o gantry pode ser angulado ate 30º em cada direção, como é necessário nos estudos de crânio e coluna, O gantry possui uma abertura central. A mesa da TC está ligada eletronicamente ao gantry para o controle dos movimentos durante a varredura. A anatomia do paciente dentro da abertura é a área a ser examinada naquele momento.
- Tubo de raios x: é semelhante ao tubo de radiologia geral na sua construção e operação; entretanto, existem varias modificações de modelo necessárias para garantir que o tubo seja capaz de suportar a capacidade adicional de calor provocada pelo aumento dos tempos de exposição.
- placa de detectores: os detectores estão em estado solido, composto por fotodiodos combinados com materiais de cintilação de cristais (tungstato de cádmio ou cristais cerâmicos de terras raras oxidadas). Os detectores em estado solido convertem a energia dos raios x transmitidos em sinal digital. A fileira de detectores afeta a dose de radiação no paciente a a eficiência da unidade tomográfica.
- Conjunto de colimadores: a colimação é importante para TC porque reduz a dose de radiação no paciente e melhora a qualidade ds imagem. A TC usa dói colimadores: pré- paciente (no tubo de rx) e pos-paciente (no detector) – que modelam e limitam o feixe. O colimador pos-paciente determina a espessura do corte.
COMPUTADOR
O computador da TC precisa de dos tipos de software altamente sofisticados – um para o sistema operacional e o outros para as aplicações.
- o sistema operacional (freqüentemente baseados no Microsoft Windows) cuida do equipamento, enquanto o programa aplicativo cuida do processamento das imagens, reconstrução e de uma variedade de operações pós-processamento.
- o computador da TC deve possuir uma velocidade considerável e capacidade de memória. Por exemplo, considere que para um corte de TC (imagens) com uma matriz de 512 x 512, o computador tenha de realizar simultaneamente 262.144 cálculos matemáticos por corte; depois considere que os tomógrafos multslice atuais são capazes de realizar 160 cortes por segundos.
CONSOLE DO OPERADOR
Os componentes do console do operador incluem um teclado, um mouse, e um ou dois monitores, dependendo do sistema. O console do operador permite ao técnico controlar os parâmetros do exame, chamados de protocolo, ver e manipular as imagens geradas. O protocolo é predeterminado para cada procedimento e inclui fatores como a kilovoltagem , miliamperagem, pitch, campo de visão, espessura do corte, deslocamento da mesa, algoritmos de reconstrução e janelas. Estes parâmetros podem ser modificados pelo técnico, se necessário com base na apresentação do paciente e/ou histórico clinico.
ARQUIVAMENTO OU ARMAZENAMENTO DE IMAGENS
A maioria dos sis¬temas modernos usa uma combinação de discos ópticos e drives de disco rígido
para armazenamento de alta capacidade, imediato e permanente de informação de dados em formato digital. Essa informação pode ser recuperada imediatamente a qualquer momento. Impressoras a laser
imprimem radiografias em filme para visualização. Monitores de alta re¬solução são necessários para que os radiologistas leiam e interpretem as imagens se impressões do filme não forem obtidas.
RECONSTRUÇÃO DE IMAGENS
Como na radiologia convencional, as imagens da TC mostram uma variedade de tons de cinza. A radiação incidente é atenuada de forma diferenciada pelo paciente, e a radiação restante é medida pelos detectores. As estruturas de baixa densidade (pulmões/ estruturas preenchida com ar) atenuam muito pouco o feixe de radiação, enquanto as estruturas de alta densidade (ossos, meio de contrastes) atenuam todo, ou quase todo, o feixe de raios x. A informação da atenuação deixa os detectores de forma analógica, que é convertida em sinal digital por um conversor analógico-digital. Os valores digitais são usados no passo seguinte, que é a reconstrução utilizando uma serie de algoritmos de reconstrução.
Elemento de Volume (Voxel)
Após muitas transmissões de dados de raios X, a anatomia reconstruída na forma de uma imagem digital parece ser composta por um grande número de blocos diminutos e alongados. Cada um dos blocos diminutos representa um volume de tecido conforme definido pela abertura no colimador da fonte. Na linguagem da TC, cada bloco é denominado elemento de volume, o que é encurtado para voxel. Os voxels são ele¬mentos de tecido tridimensionais que têm altura, largura e profundidade. A profundidade de um voxel é determinada pela espessura do corte conforme selecionada pelo operador do tomógrafo. Cada voxel é representado por um peixel na imagem bidimensional reconstruida
Qualquer corte de TC, tal como na Fig. 22.12, é composto de um grande número de voxels, que representam vários graus de atenuação, dependendo da densidade do tecido representado.
Atenuação (Absorção Diferencial) de Cada Voxel
Cada voxel no corte de tecido recebe um número proporcional ao grau de atenuação de raios X de todo aquele pedaço de tecido ou voxel. Na tomografia computadorizada, esses dados de absorção diferencial de tecidos por elementos de voxel são coletados e processados pela unidade de processamento do computador.
CONVERTENDO VOXELS TRIDIMENSIONAIS EM PIXELS BIDIMENSIONAIS
Uma vez determinado o grau de atenuação de cada voxel, o corte de tecido tridimensional é projetado no monitor do computador como uma imagem bidimensional, que tem apenas altura e largura. Essa imagem bidimensional é chamada de matriz de exposição, e é composta de elementos de imagem diminutos chamados pixels. Cada voxel de teci¬do é então representado na tela de televisão como um pixel. O número de elementos individuais ou pixels que compõem a matriz de exposição é determinado pelo fabricante, com monitores de maior resolução apresentando um maior tamanho de matriz (ou seja, maior quantidade de pixels menores).A Fig. 22.12 mostra um exemplo de uma exposição bidimensional de um corte de imagem de tecido cerebral criado pela atenuação ou absorção diferencial desses tecidos. O líquido cefalorraquidiano dentro dos ventrículos resulta em menos atenuação dos voxels desses tecidos do que as regiões ósseas densas do crânio, ou a região do tumor calcificado à esquerda (ou à direita) dos ventrículos, que aparece em branco ou em cinza muito claro. Essa absorção diferencial desses tecidos de diferente densidade em cada voxel é convertida para pixels, com graus variáveis de cinza em um monitor de exposição, que podem então ser impressos em filme.
ESCALA DE CINZA COMPUTADORIZADA E NÚMEROS DE TC
Depois que o computador da TC (através de milhares de equações matemáticas separadas) determina um coeficiente de atenuação relativamente linear para cada voxel na matriz de exposição, os valores são então convertidos a outra escala numérica que envolve os números de TC que são usados na matriz de exibição. Originalmente, esses números de TC eram chamados de unidades Hounsfield, em homenagem a G. N. Hounsfield, um cientista pesquisador inglês que em 1970 produziu a primeira varredura de TC crânio.
Os matizes de cinza são então relacionados aos números de TC, resultando em uma imagem tomográfica em escala de cinza. A referência para os números de TC é a água, à qual é atribuído o valor O. Os tomografos são calibrados de modo que a água seja sempre "O". Assim, o osso cortical, denso, tem um valor de 1.000 até + 3.000 em alguns sconners modernos. O ar, que produz a menor quantidade de atenuação, tem o valor de - 1.000. Entre esses dois extremos encontram-se teci¬dos e substâncias que possuem diferentes números de TC, de acordo com sua atenuação. Os diferentes matizes de cinza são relacionados a números de TC específicos para criar a imagem exposta. À direita encontra-se uma tabela que relaciona tipos de tecido ou estruturas comuns e seus números de TC e aparências associados.
Como pode ser visto na TC de tórax na Fig. 22.13, osso, tecidos moles, músculo e gordura aparecem todos com aspecto diferente entre si em uma imagem de TC, devido à sua atenuação e ao número de TC atribuído a cada um. Tecidos densos, tais como 0550, aparecem em branco. Estruturas preenchidas por contraste também aparecem em branco. O ar, que não é denso em comparação com os tecidos, aparece em preto. Gordura, músculos e órgãos, cujas densidades se situam entre as do osso e do ar, aparecem como matizes variados de cinza.
CONTRASTES
O uso de contrastes orais e retais para opacificar o trato gastrointestinal é imperativo para exames porTe do abdome e da pelve. (Meios de contraste retais são utilizados somente se o contraste oral não ti¬ver alcançado o reto.)
Porções não-opacificadas dos intestinos delgado e grosso podem ser erroneamente diagnosticadas como linfonodos, abscessos ou massas.
Os contrastes têm de ser ingeridos antes do exame em tempo de serem distribuídos através de todo o trato GI. Tipicamente, o paciente ingere contraste oral em três intervalos: (1) na noite anterior ao exa¬me, (2) 1 hora antes do exame e (3) imediatamente antes do exa¬me. A razão para esse padrão é que o contraste ingerido na noite anterior encontra-se no intestino grosso, aquele ingerido 1 hora antes encontra-se no intestino delgado e aquele ingerido imediatamente antes do exame encontra-se no estômago.
Tipos de Contraste
Há dois tipos de contraste positivos usados para opacificar o trato gastrointestinal. São eles as suspensões de sulfato de bário e as soluções hidrossolúveis (ou seja, diatrizoato de meglumina ou diatrizoato sódico). Cada um deles mostrou-se eficaz para aplicações específicas.
Suspensões de Sulfato de Bário
Há numerosas suspensões de sulfato de bário com sabor, feitas especialmente para TC abdominal. Para uso em TC abdominal, as suspensões de sulfato de bário têm de ser de baixas concentrações (1 a 3%) para evitar a formação de artefatos em listras devido a endurecimento do feixe. As orientações do fabricante devem ser seguidas estritamente durante a administração de sulfato de bário. Observe as listras lineares surgindo do estômago na varredura (Fig. 22.67). Essas listras são exemplos desses artefatos por endurecimento do feixe devido a bário excessivamente denso.
Retardos após a ingestão e antes da obtenção de imagens permitem que a água seja reabsorvida do intestino, o que também deixa bário residual mais denso e causa artefatos por endurecimento do feixe.
Contraste Intravenoso
São compostos a base de iodo, intravenoso significa que o contraste é injetavel na veia atraves de uma agulha. A presença do contraste faz com que a região onde ele esteje presente apresente uma maior densidade.O contraste usado em TC tem dois propositos: realce vascular: permite que os vasos sanguineos sejam mais facilmente diferenciado das partes vizinhas a ele.
Realce dos orgaos: orgaos como o figado, pancreas, rins, irao realçar os tumnores que possam estar presente.
Como Funciona
Durante a injeção o paciente devera ter acompanhamento e atenção total do tecnico e da enfermeira.
Uma vez que o contraste tenha sido injetavel ele circulara pelo coração, arterias, vasos, capilares e veia e volta para o coração.
Como o contraste absorve os raios-x a regiao onde estiver presente aparecera branca na imagem.
Os rins elimina os contrastes no sangue.
Pacientes com historico de alergia, diabetes, condiçoes do coração, disfunção renal e tireoides indica alguns riscos de reaçaõ ao contraste.
O efeito mais comum é uma sensação de aquecimento durante a injeção ou um gosto metalico na boca. Dificuldade de respiração inchaço em qualquer parte do corpo devera
Rotina de Pention (identificação do paciente)
O regsitro do paiente varia de acordo com o equipamento e os dados mais comuns dos equipamentos: nome, idade, sexo, nº do exame.
Preparação
Envolve a remoção de qualquer objeto metalico sas roupas ou outro que estejam sendo usado pelo paciente. Muitos exames necessitam da administração de agentes de contrastes intra-venoso.
Posicionamento
Com o paciente colocado na mesa e posicionado dentro da abertira do gantry, é auxiliado por um feixe de luz. Alguns equipamentos possuem do lado de fora do gantry um slaice de posicionamento. Alguns exames por exemplo coronal dos seios paranasais necessita que o paciente seja posicionado com o auxilio de um acessorio especifico
Podem ser usados tiras de esparadrapos para o pisicionamento correto da area de interesse
Após selecionada a tecnica de acordo com o exame, é solicidado ao paciente que prenda a respiração e permaneça imovel por alguns segundos, enquanto a imagem é obtida.
TIPO DE TECIDO NÚMEROS DE TC ASPECTO
Osso cortical Branco Cinza
Músculo +1.000 Cinza-claro
Substância branca +50 +45 +40 Cinza
Substância cinzenta +20 Cinza
Sangue* +15 Cinza
O (linha de base) –100 Cinza-escuro a preto
-200 Cinza-escuro a preto
-1.000 *Branco se foi usado contraste iodado.
Para o paciente idoso ou criança ou dispineia é aconselhavel que o operador após pedir que o paciente prenda a respiração, comunique –se com o paciente atraves do intercomunicador ao paciente que ele já pode respirar.
Durante todo o topograma o tecnico devera observar o paciente e o desenvolvimento do exame atraves da mesa de comando. A qualquer momento o exame pode ser interronmpido e em casos de emergencia existem botoes que desligam o equipamento.
Tomografia: palavra cujo o prefixo vem do grego e significa cortes.
São usados 2 planos de cortes: axial (ou transversal) e coronal. Usa-se o plano axial para estudo do crânio, tórax, abdome, coluna Lombar e cervical. Usa-se o plano coronal para estudo de seios paranasais, se la túrcica, ouvido, orbita e articulação temporo mandibular.
Alguns termos usados em TC
- Aquisição: é a obtenção de dados de emissão de raios x após ser atenuado pelo paciente e atingir os detectores.
- Matriz: é a quantidade de pontos dispostos horizontalmente e verticalmente na tela do computador.
- Pixel: um corte tomográfico é representado na tela do monitor por pontos bidimensionais chamados pixel.
- Voxel: representa o conjunto de pixel relativo a toda espessura do corte em questão
- Reconstrução: é o tempo que o computador necessita para realizar os cálculos e evitar a imagem para tela.
- Detectores: são os componentes que tem a finalidade de coletar os feixes de raios-x atenuados pela região do paciente em estudo.
GANTRY
Na sua parte frontal temos um painel como um teclado algumas de suas funções, subida e descida e movimento de entrada e saída da mesa de exame, angulação do gantry, sistema de desconexão de emergência. O gantry dispõe de um sistema de fania conectado com a mesa de comando por onde ouviremos o paciente e falaremos com o mesmo caso haja necessidade. Na parte central temos um orifício que é denominado anel do gantry, o seu diâmetro é de 70 cm e dentro deste ficara o paciente que ira ser tomografado.
Mesa de Exames
A mesa é regulável em altura e profundidade em relação ao gantry, na sua parte superior ela possui um tabuleiro móvel que é movimentado, no extremo mias próximo ao gantry, possui um sistema de encaixe.
Mesa de Comando
É um local de trabalho do técnico e do medico radiologista, tem um teclado alfa numérico para digitar os dados do paciente, nome, sexo, nº prontuário, densidade, distancia, magnificação, a frente do teclado temos um monitor de TV onde aparece as imagens no decorrer do exame.
Artefatos
- Movimento do paciente
- Deglutição
- Respiração
- Peristaltismos
- Posicionamento incorreto
- Sombra
- PAF (projetio de arma de fogo)
Cabe ao tecnico orientar o paciente a retirar todos os objetos radio- opacos.
Câmara Laser Multiformato
A câmara permite a impressão em filmes radiograficos das imagens adiquiridas pelo tomografo. É semelhante a uma maquina fotografica gravando no filme um registro definitivo da imagem selecionada no munitor. O filme exposto é trnasferido para o magazine.
Formação da Imagem
Formação da imagem radiológica
Na realização de um exame radiológico, a partir da interação dos raios X com a matéria, a última etapa da cadeia de obtenção de uma imagem radiográfica é o registro da imagem da anatomia de interesse sobre um elemento sensível a radiação. O elemento sensor, que será o filme radiográfico, está posicionado atrás do paciente, dentro de um acessório chamado chassi, que é colocado em uma gaveta (porta-chassi), sob a mesa de exames. Para alguns tipos de exames, o chassi pode ser posicionado em suportes verticais acoplados ao Bucky vertical (grade antidifusora) , ou ainda sob pacientes radiografados em leitos.
O filme radiográfico é pouco sensível à radiação X, pois somente 5% dos fótons incidentes são absorvidos e contribuem para a formação da imagem, sendo necessário a utilização de um outro material para detectar e registrar a imagem formada pela radiação ao atravessar o paciente. Os melhores elementos de interação com a radiação são os fósforos (convertem ondas eletromagnéticas em luz). Porém os fósforos não tem capacidade de registrar a imagem por um longo período. Um acessório chamado tela intensificadora (écran), composta de uma lâmina plástica recoberta com fósforo, é colocada na frente do filme para converter a radiação X em luz. Assim, o filme é construído para ser sensível à luz, e não à radiação. Por esse motivo, o filme deve ser protegido da luz para que não vele durante o manuseio, antes ou após o exame radiográfico.
Imagem radiológica primária (contraste virtual)
O corpo humano apresenta índices de absorção de radiação bastante diferenciados. Sabemos, por exemplo, que para que os ossos sejam penetrados por raios X, estes precisam ser de maior energia do que para a penetração de tecidos moles. Após a interação da radiação com as diferentes estruturas do corpo, emerge destas uma radiação cuja a distribuição é diferente daquela que penetrou no corpo, devido ao fato de, no trajeto, haver transposto estruturas de características diferenciadas. A essa nova distribuição de energias que compõem o feixe, dá-se o nome de contraste virtual.
A quantidade de contraste virtual produzida é determinada pelas características do contraste físico do objeto (número atômico, densidade e espessura) e também pelas características de penetração (espectro de energia dos fótons) do feixe de raios X. O contraste e reduzido conforme aumenta a penetração dos raios X através do objeto.
Imagem latente
Quando o feixe de radiação emerge do paciente e interage com os elementos sensíveis presentes no filme ocorre um fenômeno físico que faz a estrutura física dos microcristais de haletos de prata do filme radiográfico ser modificada, formando o que se conhece como Imagem Latente. A visualização somente será possível pelo processo de revelação, que fará com que aqueles microcristais que foram sensibilizados sofram uma redução de maneira a se transformarem em prata metálica enegrecida. É importante lembrar que a imagem já esta formada, porém não pode ser visualizada, por isso deve-se ter cuidado na sua manipulação.
Apenas quando a prata for enegrecida, suspensa na gelatina, a imagem será visível na radiografia e supõe-se que conterá as informações acerca das estruturas irradiadas.
Fatores influentes na imagem
Pode-se avaliar a imagem radiográfica a partir de cinco fatores:
Densidade óptica
Contraste
Detalhe
Distorção
Efeito Anódico
- Densidade
Densidade óptica pode ser descrita como o grau de enegrecimento da radiografia processada. Quanto maior o grau de enegrecimento, é menor a quantidade de luz que atravessará a radiografia quando colocada na frente de um negatoscópio ou de um foco de luz.
O fator primário de controle da densidade é o mAs, que controla a quantidade de raios X emitida pelo tubo de raios X durante uma exposição. Assim, a duplicação do mAs duplicará a quantidade de raios X emitida e a densidade.
O ajuste de corrente (mAs) deve ser alterado em no mínimo 30 a 35 % para que haja uma modificação notável na densidade radiográfica. Portanto, se uma radiografia for subexposta o suficiente para ser inaceitável, um aumento neste percentual produziria uma alteração notável, mas geralmente não seria suficiente para corrigir a radiografia. Uma boa regra geral sugere que geralmente uma alteração mínima de 50% do mAs é necessário para corrigir uma radiografia subexposta.
As características do receptor de imagem, filme/écran, tem grande imfluência na densidade óptica que será obtida como busca demonstrar o esquema abaixo.
- Contraste
O contraste radiográfico é definido como a diferença de densidade em áreas adjacentes de uma radiografia ou outro receptor de imagem. Também pode ser definido como a variação na densidade. Quanto maior esta variação, maior o contraste. Quanto menor esta variação ou menor a diferença de densidade de áreas adjacentes, menor o contraste.
O objetivo ou função do contraste é tornar mais visível os detalhes anatômicos de uma radiografia. Portanto, o contraste radiográfico ótimo é importante, sendo essencial uma compreensão do contraste na avaliação da qualidade. Um contraste menor significa escala de cinza mais longa, menor diferença entre densidades adjacentes.
O fator de controle primário para contraste é a alta-tensão (kV). A kV controla a energia ou a capacidade de penetração do feixe primário. Quanto maior a kV, maior a energia e mais uniforme é a penetração do feixe de raios X nas várias densidades de massa de todos os tecidos. Assim, maior kV produz menor variação na atenuação (absorção diferencial), resultando em menor contraste.
A alta-tensão (kV) também é um fator de controle secundário da densidade. Maior kV, em raios X de maior energia, e estes chegando ao filme produzem um aumento correspondente da densidade geral. Uma regra simples e prática afirma que um aumento de 15% na kV produzirá aumento da densidade igual ao produto produzido pela duplicação do mAs.
Deve ser usada a maior kV e o menor mAs que proporcionem informação diagnóstica suficiente em cada exame radiográfico. Isto reduzirá a exposição do paciente e, em geral resultará em radiografias com boas informações diagnósticas (o equipamento deve permitir).
O quadro a seguir apresenta um resumo de como o poder de penetração do feixe de raios X, as condições que determinam o espalhamento e as características do filme radiográfico influenciam no contraste radiográfico da imagem que se deseja obter.
- Detalhe
O detalhe pode ser definido como a nitidez de estruturas na radiografia. Essa nitidez dos detalhes da imagem é demonstrada pela clareza de linhas estruturais finas e pelas bordas de tecidos ou estruturas visíveis na imagem radiográfica. A ausência de detalhes é conhecida como borramento ou ausência de nitidez.
A radiografia ideal apresentará boa nitidez da imagem. O maior impedimento para a nitidez da imagem relacionado ao posicionamento é o movimento.
Outros fatores que influenciam no detalhe são tamanho do ponto focal, DFoFi (Distância foco-filme) e DOF (Distância objeto-filme). O uso de menor ponto focal resulta em menor borramento geométrico, ou seja, em uma imagem mais nítida ou melhores detalhes. Portanto, o pequeno ponto focal selecionado no painel de controle deve ser usado sempre que possível.
O uso do pequeno ponto focal, a menor DOF possível e uma DFoFi maior, também melhora os detalhes registrados ou a definição na radiografia conforme descrito e ilustrado adiante.
Sumário para controle de detalhes:
Pequeno ponto focal – usar pequeno ponto focal, sempre que possível, para melhorar os detalhes.
Menor tempo de exposição – usar menor tempo de exposição possível para controle voluntário e movimento involuntário.
Velocidade filme/écran – Usar velocidade filme-écran mais rápida para controlar os movimento voluntário e involuntário.
DFoFi – usar maior DFoFi para melhorar os detalhes.
DOF – usar menor DOF para melhorar os detalhes.
- Distorção
O quarto fator de qualidade da imagem é a distorção, que pode ser definida como a representação errada do tamanho ou do formato do objeto projetado em meio de registro radiográfico. A ampliação algumas vezes é relacionada como um fator separado, mas, como é uma distorção do tamanho, pode ser incluída com a distorção do formato. Portanto, a distorção, seja de formato ou de tamanho, é uma representação errada do objeto verdadeiro e, como tal, é indesejável.
O correto alinhamento da parte anatômica que esta sendo radiografada é fator importante para a redução da distorção e consequentemente para a melhoria da imagem obtida.
Entretanto, nenhuma radiografia é uma imagem exata da parte do corpo que esta sendo radiografada. Isso é impossível porque há sempre alguma ampliação e/ou distorção devido a DFoFi e à divergência do feixe de raios X. Portanto, a distorção deve ser minimizada e controlada.
- Efeito anódico
Um fator às vezes esquecido pelos profissionais das técnicas radiológicas é a não uniformidade do feixe de radiação ao longo do eixo ânodo-catodo (eixo longitudinal da mesa). Conhecido por efeito anódico, esta deformidade na intensidade do feixe pode provocar a diminuição da qualidade da imagem radiológica.
O efeito anódico resulta num contraste do sujeito diferenciado ao longo do eixo ânodo-catodo alterando a qualidade da imagem radiológica primária. A inclinação do ponto focal quando da confecção do ânodo irá influir na absorção da radiação produzida pelo próprio ânodo Por isso, na aquisição de equipamentos novos, o tecnólogo, além do tamanho do foco deverá se preocupar com o ângulo de construção deste ponto focal e informar-se sobre a redução da intensidade do feixe devido ao efeito anódico.
Divergência do feixe de raios X
Este é um conceito básico, porém importante, a ser compreendido em um estudo de posicionamento radiográfico. A divergência do feixe de raios X ocorre porque os raios X originam-se de uma fonte estreita no tubo e divergem ou espalham-se para cobrir todo o filme ou receptor de imagem.
O tamanho do feixe de raios X é limitado por colimadores ajustáveis, que absorvem os raios X periféricos dos lados, controlando, assim, o tamanho do campo de colimação. Quanto maior o campo de colimação e menor o DFoFi, maior o ângulo de divergência nas margens externas. Isso aumenta o potencial de distorção nestas margens externas.
Luciano Santa Rita Oliveira
Pós-graduado em Gestão da Saúde e Admistração Hospitalar
Tecnólogo em Radiologia
tecnologo@lucianosantarita.pro.br
Proteção Radiológica
Princípios básicos de proteção radiológica
No setor saúde, onde a radiação ionizante encontra o seu maior emprego e como conseqüência, a maior exposição em termos de dose coletiva, é também onde mais são realizadas pesquisas no sentido de se produzir o maior benefício com o menor risco possível.
Apesar dos esforços de alguns órgãos governamentais em difundir conhecimentos voltados para as atividades de Proteção Radiológica é ainda, de pouco domínio, mesmo entre os profissionais da área, o conhecimento a respeito dos efeitos maléficos produzidos por exposições que ultrapassam os limites permitidos.
Fontes de radiações ionizantes
Durante toda a vida, os seres humanos estão expostos diariamente aos efeitos das radiações ionizantes. Estas radiações podem ser de origem natural ou artificial.
Quanto à proteção radiológica, pouco podemos fazer para reduzir os efeitos das radiações de origem natural. No entanto, no que diz respeito às fontes artificiais, todo esforço deve ser direcionado a fim de controlar seus efeitos nocivos. É neste aspecto, que a proteção radiológica pode ter um papel importante.
Pode-se observar que a maior contribuição deve-se às irradiações médicas e, dentro desta categoria, o radiodiagnóstico é o que possui a maior porcentagem. Devido à esta constatação, todo esforço deve ser direcionado no sentido de controlar e reduzir estes valores, o que pode ser atingido através da aplicação efetiva dos preceitos de proteção radiológica.
Proteção radiológica
Segundo a norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) é o conjunto de medidas que visam proteger o homem, seus descendentes e seu meio ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados por radiação ionizante proveniente de fontes produzidas pelo homem e de fontes naturais modificadas tecnologicamente. Essas medidas estão fundamentadas em três princípios básicos:
Justificação da prática
Otimização
Limite de dose
- Justificação da prática
Nenhuma prática deve ser autorizada a menos que produza suficiente benefício para o indivíduo exposto ou para a sociedade.
A exposição médica deve resultar em um benefício real para a saúde do indivíduo e/ou para a sociedade.
Deve-se considerar a eficácia, os benefícios e riscos de técnicas alternativas disponíveis com o mesmo objetivo, mas que envolvam menos ou nenhuma exposição a radiações ionizantes.
- Otimização
O princípio da otimização implica em que as exposições devem manter o nível de radiação o mais baixo possível.
Esse princípio se aplica a todas as atividades que demandam exposições às radiações ionizantes. Tais atividades devem ser planejadas, analisando-se em detalhe o que se pretende fazer e como será feito.
A proteção radiológica é otimizada quando as exposições empregam a menor dose possível de radiação, sem que isso implique na perda de qualidade de imagem.
- Limitação de doses individuais
As doses de radiação não devem ser superiores aos limites estabelecidos pelas normas de radioproteção de cada país.
Esse princípio não se aplica para limitação de dose ao paciente, mas sim para trabalhadores ocupacionalmente expostos à radiação ionizante e para o público em geral.
Incide sobre o indivíduo considerando todas as exposições, decorrentes de todas as práticas que o indivíduo possa estar exposto.
Exposições ocupacionais
Nas exposições ocupacionais normais, nas práticas abrangidas pela Portaria 453, o controle deve ser feito de maneira que:
A dose efetiva anual não deve exceder 20mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50mSv em um ano;
Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios-X diagnósticos, exceto em treinamentos;
Estudantes com idade entre 16 e 18 anos, em estágio de treinamento profissional a dose efetiva anual não deve exceder o valor de 6mSv;
É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos;
A dose efetiva anual de indivíduos do público não deve exceder a 1mSv.
Para mulheres grávidas devem ser observados os requisitos adicionais:
A gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo seja constatada;
As condições de trabalho devem garantir que a dose na superfície do abdômen não exceda 2mSv durante todo o período restante da gravidez.
Métodos de redução de exposição as radiações
Os métodos descritos a seguir podem ser adotados visando a redução de exposição as radiações.
Tempo, blindagem e distância
Hábitos de trabalho
Sinalização
Monitoração
- Tempo, blindagem e distância
A redução do tempo de exposição ao mínimo necessário, para uma determinada técnica de exames, é a maneira mais prática para se reduzir a exposição à radiação ionizante e quanto mais distante da fonte de radiação, menor a intensidade do feixe.
- Hábitos de trabalho
Utilizar sempre as técnicas adequadas para cada tipo de exame, evitando a necessidade de repetição e reduzindo o efeito da radiação espalhada sobre o profissional das técnicas radiológicas;
O Tecnólogo e o Técnico deverão sempre utilizar seu dosímetro pessoal durante a jornada de trabalho;
Sempre posicionar-se atrás do biombo ou na cabine de comando durante a realização do exame;
Usando aparelhos móveis de raios X o profissional das técnicas radiológicas deve aplicar, da melhor maneira os conceitos de radioproteção (tempo, blindagem e distância);
Sempre utilizar acessórios plumbíferos e o dosímetro por fora do avental nos exames em que seja necessário permanecer próximo ao paciente;
As portas de acesso de instalações fixas devem ser mantidas fechadas durante as exposições.
- Sinalização
- Monitoração
O uso do dosímetro individual por parte dos Tecnólogos e Técnicos constitui o principal meio de avaliação da eficiência de um programa de controle de dose estabelecido e dos procedimentos adotados no serviço de radiodiagnóstico.
O dosímetro individual é de uso exclusivo do usuário no serviço para o qual foi designado.
Procedimentos de proteção radiológica
Na utilização dos raios X nos procedimentos em radiodiagnóstico para atingir o objetivo radiológico, deve-se ter em mente que é o paciente que obtém o benefício do exame. Portanto todo meio de proteção radiológica deve ser utilizado para que as doses, principalmente nos trabalhadores, sejam tão baixas quanto razoavelmente exeqüíveis.
- Proteção dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOE)
Efetuar rodízio na equipe durante os procedimentos de radiografia em leito e UTI;
Utilizar sempre as técnicas adequadas para cada tipo de exame, evitando a necessidade de repetição, reduzindo o efeito sobre ele da radiação espalhada;
Informar corretamente ao paciente os procedimentos do exame, evitando a necessidade de repetição;
Sempre utilizar acessórios plumbíferos e o dosímetro por fora do avental nos exames em que seja necessário permanecer próximo ao paciente;
Utilizar o dosímetro pessoal durante a jornada de trabalho;
Posicionar-se atrás do biombo ou na cabine de comando durante a realização do exame;
Usando aparelhos móveis de raios X deve-se aplicar, da melhor maneira os conceitos de radioproteção (tempo, blindagem e distância);
As portas de acesso de instalações fixas devem ser mantidas fechadas durante as exposições.
- Proteção dos pacientes
O paciente busca e deve obter um benefício real para a sua saúde em comparação com detrimento que possa ser causado pela radiação. Deve-se dar ênfase à otimização nos procedimentos de trabalho, por possuir um influência direta na qualidade e segurança da assistência aos pacientes.
Sempre fazer uso de protetor de gônadas e saiote plumbífero em pacientes, exceto quando tais blindagens excluam ou degradem informações diagnósticas importantes;
Sempre buscar a repetição mínima de radiografias;
Efetuar uma colimação rigorosa à área de interesse do exame;
Otimizar seus fatores de técnica (tempo, mA e kV) para uma redução de dose, mantendo a qualidade radiográfica.
- Prevenção de acidentes
Deve-se desenvolver os meios e implementar as ações necessárias para minimizar a contribuição de erros humanos que levem à ocorrência de exposições acidentais.
Manter as instalações e seus equipamentos de raios-X nas condições exigidas pela Portaria 453, devendo prover serviço adequado de manutenção periódica;
Evitar a realização de exposições médicas desnecessárias;
Compensações ou privilégios especiais para indivíduos ocupacionalmente expostos não devem, em hipótese alguma, substituir a observação das medidas de proteção e segurança.
Luciano Santa Rita Oliveira
Pós-graduado em Gestão da Saúde e Admistração Hospitalar
Tecnólogo em Radiologia
tecnologo@lucianosantarita.pro.br
Física dos Rx - característico, freamento, efeito anódico etc
A física dos raios X
Os raios X são radiações da mesma natureza da radiação gama (ondas eletromagnéticas), com características semelhantes. Só diferem da radiação gama pela origem, ou seja, os raios X não são emitidos do núcleo do átomo.
Os raios X são radiações de natureza eletromagnética, que se propagam no ar (ou vácuo). Essa radiação é produzida quando ocorre o bombardeamento de um material metálico de alto número atômico (tungstênio), resultando na produção de radiação X por freamento ou ionização.
Propriedades dos raios X
Os raios X são produzidos quando elétrons em alta velocidade, provenientes do filamento aquecido, chocam-se com o alvo (anodo) produzindo radiação. O feixe de raios X pode ser considerado como um “chuveiro” de fótons distribuídos de modo aleatório. Os raios X possuem propriedades que os tornam extremamente úteis.
Enegrecem filme fotográfico;
Provocam luminescência em determinados sais metálicos;
São radiação eletromagnética, portanto não são defletidos por campos elétricos ou magnéticos pois não tem carga;
Tornam-se “duros” (mais penetrantes) após passarem por materiais absorvedores;
Produzem radiação secundária (espalhada) ao atravessar um corpo;
Propagam-se em linha reta e em todas as direções;
Atravessam um corpo tanto melhor, quanto maior for a tensão (voltagem) do tubo (kV);
No vácuo, propagam-se com a velocidade da luz;
Obedecem a lei do inverso do quadrado da distância (1/r2), ou seja, reduz sua intensidade dessa forma;
Podem provocar mudanças biológicas, que podem ser benignas ou malignas, ao interagir com sistemas biológicos.
As máquinas de raios X foram projetadas de modo que um grande número de elétrons são produzidos e acelerados para atingirem um anteparo sólido (alvo) com alta energia cinética. Este fenômeno ocorre em um tubo de raios X que é um conversor de energia. Recebe energia elétrica que converte em raios X e calor. O calor é um subproduto indesejável no processo. O tubo de raios X é projetado para maximizar a produção de raios X e dissipar o calor tão rápido quanto possível.
Elementos do tubo de raios X
O tubo de raios X possui dois elementos principais e que serão a partir de agora objeto de estudo: cátodo e ânodo.
O cátodo é o eletrodo negativo do tubo. É constituído de duas partes principais: o filamento e o copo focalizador. A função básica do cátodo é emitir elétrons e focalizá-los em forma de um feixe bem definido apontado para o anodo. Em geral, o cátodo consiste de um pequeno fio em espiral (ou filamento) dentro de uma cavidade (copo de focagem) como mostrado na figura anterior.
O filamento é normalmente feito de Tungstênio (com pequeno acréscimo de Tório) Toriado, pois esta liga tem alto ponto de fusão e não vaporiza facilmente (a vaporização do filamento provoca o enegrecimento do interior do tubo e a conseqüente mudança nas características elétricas do mesmo). A queima do filamento é, talvez, a mais provável causa da falha de um tubo.
O corpo de focagem serve para focalizar os elétrons que saem do cátodo e fazer com que eles “batam” no anodo e não em outras partes. A corrente do tubo é controlada pelo grau de aquecimento do filamento (cátodo). Quanto mais aquecido for o filamento, mais elétrons serão emitidos pelo mesmo, e maior será a corrente que fluirá entre anodo e catodo. Assim , a corrente de filamento controla a corrente entre anodo e catodo.
O ânodo é o pólo positivo do tubo, serve de suporte para o alvo e atua como elemento condutor de calor. O ânodo deve ser de um material (tungstênio) de boa condutividade térmica, alto ponto de fusão e alto número atômico, de forma a otimizar a relação de perda de energia dos elétrons por radiação (raios X) e a perda de energia por aquecimento. Existem dois tipos de ânodo: ânodo fixo e ânodo giratório.
Os tubos de anodo fixo são usualmente utilizados em máquinas de baixa corrente, tais como: raios X dentário, raios X portátil, máquinas de radioterapia, raios X industrial, etc.
Os tubos de ânodo giratório são usados em máquinas de alta corrente, normalmente utilizadas em radiodiagnóstico. Ele permite altas correntes pois a área de impacto dos elétrons fica aumentada. Como exemplo, tomemos um alvo fixo, cuja área de impacto é de 1mm x 4 mm, isto é, 4mm2. Se este alvo girar com um raio de giro igual 30mm, a área de impacto seria aproximadamente: 754mm2; nestas condições, o tubo giratório teria cerca de 200 vezes mais área do que o tubo fixo.
O ânodo e o cátodo ficam acondicionados no interior de um invólucro fechado (tubo ou ampola), que está acondicionado no interior do cabeçote do RX. A ampola é geralmente constituída de vidro de alta resistência e mantida em vácuo, e tem função de promover isolamento térmico e elétrico entre ânodo e cátodo. O cabeçote contém a ampola e demais acessórios. É revestido de chumbo cuja função é de blindar a radiação de fuga e permitir a passagem do feixe de radiação apenas pela janela radiotransparente direcionando desta forma o feixe. O espaço é preenchido com óleo que atua como isolante elétrico e térmico.
Radiação de reamento (Bremsstrahlung)
Essa radiação é produzida quando um elétron passa próximo ao núcleo de um átomo de tungstênio, sendo atraído pelo núcleo deste e desviado de sua trajetória original. Com isto, o elétron perde uma parte de sua energia cinética original, emitindo parte dela como fótons de radiação, de alta e baixa energia e comprimento de onda diferentes, dependendo do nível de profundidade atingida pelo elétron do metal alvo. Isto significa dizer que, enquanto penetra no material, cada elétron sofre uma perda energética que irá gerar radiação (fótons) com energia e comprimento de onda também menores. Se formos considerar percentualmente a radiação produzida, veremos que 99 por cento dela é emitida como calor e somente 1% possui energia com características de radiação X.
Existem situações (raras) em que alguns elétrons muito energéticos se chocam diretamente com os núcleos, convertendo toda a sua energia cinética em um fóton de alta energia e freqüência (a rigor, esta seria uma outra forma de geração de radiação, onde a energia do fóton gerado é igual à energia do elétron incidente, o que se configura como um fóton de máxima energia).
Durante o bombardeamento do alvo, todas as possibilidades em termos de geração de fótons acontecem, na medida que temos interações diferentes entre elétrons incidentes com o material do alvo, gerando fótons de diferentes energias.
A radiação de freamento, ou Bremsstrahlung, se caracteriza por ter uma distribuição de energia relativa aos fótons gerados, bastante ampla, como mostra a figura a seguir.
Como se pode observar pelo gráfico ao lado, a maioria dos fótons obtidos possui baixa energia, sendo que somente uns poucos têm a energia equivalente à diferença de potencial (voltagem) aplicada ao tubo. Esse gráfico mostra que são gerados muitos fótons de baixa energia, o que pode ser perigoso para o paciente irradiado, pois estes fótons de baixa energia interagem com os tecidos vivos, sem contribuir para a formação da imagem radiográfica.
O espectro, distribuição das energias dos fótons gerados por uma radiação de freamento, é mostrado na figura a seguir, onde se pode observar que a radiação não é monoenergética, mas sim polienergética, pois temos fótons de diferentes energias, em quantidades diferentes.
Radiação característica
Pelo visto anteriormente, alguns fótons interagem diretamente com os núcleos, convertendo toda sua energia em radiação, sem modificar o átomo alvo, ou seja, sem ionizá-lo.
Existem situações, no entanto, em que elétron pode interagir com um átomo quebrando sua neutralidade (ionizando-o), ao retirar dele elétrons pertencentes à sua camada mais interna (K). Ao retirar o elétron da camada K, começa o processo de preenchimento dessa lacuna (busca de equilíbrio), por elétrons de camada superiores. Dependendo de camada que vem o elétron que ocupa a lacuna da camada K, teremos níveis de radiação diferenciados.
Como exemplo, vamos considerar que um elétron da camada L ocupe a lacuna da camada K, emitindo uma radiação da ordem de 59 keV; se o elétron ocupante vem da camada M, a energia gerada é da ordem de 67 keV; se o elétron ocupante vem da camada N, teremos uma radiação da ordem de 69 keV.
Quando se usa como alvo um material com o tungstênio, o bombardeamento por elétrons de alta energia gera uma radiação com características específicas (radiação característica), pois esse material possui um número atômico definido (bastante alto), necessitando um nível alto de energia para retirar os elétrons de sua camada K.
A energia da radiação gerada por um alvo de tungstênio é da ordem de 70 keV. A condição necessária e imprescindível para que se produza a radiação característica do tungstênio é que os fótons devem ter uma energia máxima superior a 70 keV, já que a energia de ligação da camada K é da ordem de 70 keV.
Como se da o processo de geração da radiação característica do tungstênio?
Exemplo: Quando bombardeamos um alvo de tungstênio com elétrons submetidos a uma tensão de 100 kV, serão gerados fótons com energia de poucos keV até 100 keV, mas uma grande parte deles terão energia da ordem de 70 keV, característica do tungstênio.
Cada material emite um nível definido de radiação característica, dependendo de seu número atômico, como são os casos do tungstênio (radiologia convencional) e molibidênio (mamografia), que possuem radiações características da ordem de 70 keV e 20 keV, respectivamente.
Essa figura é o resultado da superposição da radiação característica do tungstênio com o espectro contínuo gerado com 100 kVp. Nela se pode observar que, além de fótons, com energia baixas e altas, temos um grande número deles com energias correspondentes somente ao tungstênio. Quando o alvo bombardeado é de molibidênio, a radiação característica se situa na faixa de 20 keV.
Efeito anódico
Descreve um fenômeno no qual a intensidade da radiação emitida da extremidade do cátodo do campo de raios X é maior do que aquela na extremidade do ânodo. Isso é devido ao ângulo da face do ânodo, de forma que há maior atenuação ou absorção dos raios X na extremidade do ânodo.
A diferença na intensidade do feixe de raios X entre cátodo e ânodo pode variar de 30% a 50%.
Na realização de estudos radiológicos do fêmur, perna, úmero, coluna lombar e torácica deve-se levar em conta a influência do efeito anódico na realização das incidências radiológicas pertinentes a estes estudos.
Luciano Santa Rita Oliveira
Pós-graduado em Gestão da Saúde e Admistração Hospitalar
Tecnólogo em Radiologia
tecnologo@lucianosantarita.pro.br
Ultra-som
Ultra-som
A história do ultra-som remonta a 1794, quando Lazzaro Spallanzini demonstrou que os morcegos se orientavam mais pela audição que pela visão para localizar obstáculos e presas. Em 1880 Jacques e Pierre Curie deram uma contribuição valiosa para o estudo do ultra-som, descrevendo as características físicas de alguns cristais (piezoeletricidade).
O estudo do ultra-som foi impulsionado com objetivos militares e industriais. A pesquisa sobre aplicações médicas se deu após a segunda guerra mundial.
Um dos pioneiros foi Douglas Howry que, junto com W. Roderic Bliss, construiu o primeiro sistema com objetivo médico durante os anos de 1948 – 49, produzindo a primeira imagem seccional em 1950.
Desde 1980 - 90 a ultra-sonografia na área de saúde foi impulsionada pelo desenvolvimento tecnológico que transformou este método num importante instrumento de investigação diagnóstica.
A ultra-sonografia (US) é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis, de aplicação relativamente simples, com excelente relação custo-benefício.
Conceitos físicos sobre ultra-som
São ondas sonoras com freqüências situadas acima do limite audível para o ser humano (acima de 20 KHz). Para os propósitos de obtenção de imagens (ultra-sonografia), freqüências entre 1 e 10 MHz são usadas.As ondas ultra-sônicas são geradas por transdutores construídos a partir de materiais piezoelétricos.
O ultra-som, em geral, se propaga através de líquidos, tecidos e sólidos. Apresenta velocidades de propagação, compatíveis com diferentes meios, sendo essa característica inerente ao processo de interação das ondas ultra-sônicas (mecânicas) com o meio em particular:
O ultra-som sofre reflexão e refração nas interfaces onde ocorre uma mudança na densidade.
O ultra-som ao se propagar em um meio e ao passar de um meio para outro, sempre sofre atenuação da intensidade do sinal, devido aos efeitos de absorção, reflexão e espalhamento.
Impedância acústica
A impedância acústica de um meio está relacionada com a resistência ou dificuldade do meio a passagem do som. Corresponde ao produto da densidade do material pela velocidade do som no mesmo. Quando o feixe sonoro atravessa uma interface entre dois meios com a mesma impedância acústica, não há reflexão e a onda é toda transmitida ao segundo meio. É a diferença de impedância acústica entre dois tecidos que define a quantidade de reflexão na interface, promovendo sua identificação na imagem. Por exemplo, um nódulo no fígado será mais facilmente identificado se sua impedância acústica for bastante diferente do parênquima hepático ao redor, ao contrário, quanto mais próxima sua impedância acústica do parênquima hepático normal, mais dificuldade teremos em identificá-lo, porque pouca reflexão sonora ocorrerá. Resumindo, quanto maior a diferença de impedância entre duas estruturas, maior será a intensidade de reflexão.
Geração e detecção do ultra-som
As ondas ultra-sônicas são geradas por transdutores ultra-sônicos também chamados simplesmente transdutores. De uma forma geral, um transdutor é um dispositivo que converte um tipo de energia em outro. Os transdutores ultra-sônicos convertem energia elétrica em energia mecânica e vice-versa. Esses transdutores são feitos de materiais piezoelétricos. Certos cristais naturais como o quartzo e a turmalina são piezoelétricos. Outros tornam-se artificialmente como o sulfato de lítio, o titanato de bário e o titanato de zirconato de chumbo (PZT).
Cada transdutor possui uma freqüência de ressonância natural, tal que quanto menor a espessura do cristal, maior será sua freqüência de vibração.
O mesmo transdutor que emite o sinal ultra-sônico funciona como detector. Dependendo da aplicação, o elemento piezoelétrico é quem determina a freqüência de operação do transdutor. Em geral os transdutores são acondicionados em um suporte plástico para lhes dar proteção mecânica e elétrica. Na superfície por onde emergem, as ondas ultra-sônicas tem uma camada especial para permitir o perfeito acoplamento acústico e também para dar proteção ao elemento piezoelétrico.
Os transdutores podem ser classificados, de acordo com o tipo de imagem produzida, em: setoriais, lineares ou convexos. Os transdutores setoriais podem ser eletrônicos ou mecânicos. Os lineares e os convexos são eletrônicos. Os setoriais e os convexos dão origem a feixes sonoros divergentes, com campos de imagem em forma de cunha. Os lineares produzem um feixe sonoro de linhas paralelas, dando origem a um campo de imagem retangular.
Terminologia da imagem ultrassonográfica
A terminologia utilizada para descrever o exame ultra-sonográfico é conseqüência da interação do som com os tecidos. Desta forma, para descrever a intensidade dos ecos na imagem (interação do som com os tecidos), ou sua ecogenicidade, são empregados vários termos.
Hiperecogênico, hiperecóico ou hiperecóide – são termos sinônimos que se referem às estruturas que interagem com o som refletindo intensamente e produzindo ecos brilhantes na tela, em cor branca (os ecos são de alta densidade). As interfaces acústicas entre órgãos, osso, gás, cálculos, tecido conjuntivo e mineralizado são exemplos de imagens hiperecogênicas;
Hipoecogênico, hipoecóico ou hipoecóide – são sinônimos que se referem às estruturas que interagem com o som produzindo ecos esparsos (baixa intensidade). Tem um tipo intermediário de reflexão e transmissão dos ecos e variam na escala de cinza, do mais claro ao mais escuro. São encontrados em diversos tipos tissulares como linfonodos, útero, ovários, adrenais e outros. Utiliza-se também o termo hipoecogênico referindo-se à estrutura de menor ecogenicidade quando duas ecogenicidades distintas são comparadas;
Anecogênico, anecóico ou anecóide – Esses termos sinônimos definem a ausência completa de ecos ou a completa transmissão do som. As estruturas com essa ecogenicidade aparecem na tela com coloração escura. A vesícula repleta, a bexiga e os cistos são os principais exemplos.
Formação da imagem ultrassonográfica
Os equipamentos de ultra-sonografia diagnóstica possuem uma unidade básica denominada transdutor (ou sonda). Este elemento básico converte uma forma de energia em outra. Por meio da passagem da corrente elétrica, os cristais situados no transdutor de ultra-som vibram produzindo ondas sonoras de uma determinada freqüência. Essas ondas caminham em velocidade constante pelo corpo do paciente, sofrendo atenuação por meio das propriedades físicas de reflexão, absorção e espalhamento.
O princípio pulso-eco refere-se a emissão de um pulso curto de ultra-som pelo transdutor. Na medida em que este pulso atravessa os tecidos, ele é parcialmente refletido pelas interfaces de volta ao transdutor. Em geral 1% da energia sonora incidente é refletida e o restante continua sua trajetória através dos tecidos. O equipamento guarda o tempo gasto entre a emissão do pulso e a recepção do eco, transformando-o em distância percorrida, na representação do eco na tela, já estando calibrado para uma velocidade fixa de 1540m/s. Assim, quanto maior o tempo gasto para receber o eco de uma interface, mais longe da superfície da imagem ele a coloca. Desta forma, quanto mais longe está a estrutura da superfície do transdutor, ela aparecerá em situação mais inferior na tela.
Após a emissão de pulsos de ultra-som, eles interagem com os tecidos e os ecos refletidos ou dispersos são transformados em energia elétrica pelo transdutor e processados eletronicamente pelo equipamento para formação da imagem.
A qualidade do exame ultrassonográfico
Diferentemente do raio X, a ultra-sonografia é um exame que é realizado em tempo real. Isso significa que todas as estruturas têm que ser estudadas enquanto o aparelho está ligado. O registro das imagens (fotos) que são feitas durante o exame servem apenas para ilustrar o laudo, não podendo nunca servir de base para diagnóstico ou conclusões posteriores. A realização de maior ou menor número destas fotos, ou até mesmo sua ausência, não influi absolutamente na qualidade do exame.
A qualidade do exame depende fundamentalmente de três fatores: da imagem obtida, da correta interpretação dos achados encontrados, da capacidade do ultra-sonografista de transmitir essa informação ao clínico.
Imagem obtida (qualidade do equipamento + prática do operador) - A imagem obtida depende da qualidade do equipamento e da prática do operador. Um bom equipamento possibilita a obtenção de boas imagens, desde que o operador esteja bem familiarizado com seu aparelho e sua calibração.
Da correta interpretação dos achados encontrados (capacitação técnica do ultra-sonografista) - A correta interpretação dos dados obtidos também é muito importante. Cabe ao médico especialista interpretar os achados morfológicos e expor no laudo as patologias que poderiam causar tais alterações morfológicas. A partir de uma exposição adequada das patologias possíveis, cabe ao clínico decidir qual delas seria a provável causadora dos sintomas clínicos encontrados.
Da capacidade do ultra-sonografista de transmitir essa informação ao clínico - É preciso que o laudo seja claro, completo e conciso, para que nenhuma informação escape ao clínico, seja por mau entendimento, ou qualquer outro motivo.
O que é efeito doppler?
Christian Andréas Doppler descreveu este fenômeno em 1841. O efeito Doppler é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. No caso de aproximação, a freqüência aparente da onda recebida pelo observador fica maior que a freqüência emitida. Ao contrário, no caso de afastamento, a freqüência aparente diminui. Um exemplo típico é o caso de uma ambulância com sirene ligada que passe por um observador. Ao estar se aproximando, o som é mais agudoe ao estar se afastando, o som é mais grave.
No caso da ultra-sonografia, fonte e observador são um mesmo objeto, o transdutor, sendo observadas as estruturas refletoras móveis dentro do corpo, notadamente o fluxo sanguíneo. Desta maneira é possível estudar a presença de fluxo sanguíneo em determinado vaso, ou se este vaso está preenchido por trombo, bem como mensurar a velocidade do fluxo sangüíneo dentro dele, quantificando o grau de estenose que ele apresente, por exemplo.
Efeitos biológicos do ultra-som
Grande número de pesquisas são realizadas para verificar os efeitos biológicos do ultra-som. Os resultados obtidos até agora conduzem à suposição de que nenhum efeito biológico substancial tem sido verificado com feixe ultra-sônico de intensidade inferior a 100 mW/cm2.
Os efeitos térmicos do ultra-som são decorrentes da energia absorvida e de sua transformação em calor ao atravessar o tecido biológico.
O ultra-som causa vibrações mecânicas nos tecidos; as partículas são submetidas a ondas de compressão e rarefação. Pequenas cavidades formam-se em fluidos durante a fase de rarefação (sucção) e desaparecem na fase de compressão (pressão). (efeito mecânico)
Os efeitos químicos do ultra-som são resultantes da oxidação, redução e despolimerização. A habilidade do ultra-som em despolimerizar macro-moléculas como os polissacarídeos, várias proteínas ou o DNA isoladamente tem sido demonstrada experimentalmente.
END por ultra-som
Assim como uma onda sonora, reflete ao incidir num anteparo, a onda ultra-sônica ao percorrer um meio elástico, refletirá da mesma forma, ao incidir numa descontinuidade ou falha interna a este meio considerado. Através de aparelhos, detectamos as reflexões provenientes do interior da peça examinada, localizando e interpretando as descontinuidades.
O ensaio por ultra-som caracteriza-se:
Pela detecção de defeitos ou descontinuidades internas, presentes nos mais variados tipos ou forma de materiais ferrosos ou não ferrosos;
Por visar diminuir o grau de incerteza na utilização de materiais ou peças de responsabilidades.
Vantagens em relação a outros ensaios:
A localização, avaliação do tamanho e interpretação das descontinuidades encontradas são fatores intrínsecos ao exame ultra-sônico;
Alta sensibilidade na detectabilidade de pequenas descontinuidades internas, como trincas devido a tratamento térmico, fissuras e outros de difícil detecção por ensaio de radiações ionizantes;
Não requer planos especiais de segurança ou quaisquer acessórios para sua aplicação.
Limitações em relação a outros ensaios:
Requer grande conhecimento teórico e experiência por parte do inspetor;
O registro permanente do teste não é facilmente obtido;
Faixas de espessuras muito finas, constituem uma dificuldade para aplicação do método;
Requer o preparo da superfície para sua aplicação.
Campos de aplicação do END
As áreas de caldeiraria e estruturas marítimas, constituindo ferramenta indispensável para garantia da qualidade em de peças de grandes espessuras e geometria complexa de juntas soldadas;
Os ensaios são aplicados em aços-carbonos, em menor porcentagem em aços inoxidáveis;
Materiais não ferrosos são difíceis de serem examinados, e requerem procedimentos especiais.
Tipos de cristais para transdutores
Os cristais acima mencionados são montados sobre uma base de suporte (bloco amortecedor) e junto com os eletrodos e a carcaça externa constituem o transdutor. Existem quatro tipos usuais de transdutores:
Reto ou normal;
Angular;
Duplo-cristal;
Phased Array.
Transdutores normais ou retos - São cabeçotes monocristal geradores de ondas longitudinais perpendiculares a superfície de acoplamento. O transdutor emite um impulso ultra-sônico que atravessa o material a inspecionar e reflete nas interfaces, originando ecos. Estes ecos retornam ao transdutor e geram, no mesmo, o sinal elétrico correspondente.
Transdutores angulares - A rigor, diferem dos transdutores retos ou normais pelo fato do cristal formar um determinado ângulo com a superfície do material.
Transdutores duplo-cristal - São utilizados quando se trata de inspecionar ou medir materiais de reduzida espessura, ou quando se deseja detectar descontinuidades logo abaixo da superfície do material. Neste caso o cristal piezelétrico recebe uma “resposta” num espaço de tempo curto após a emissão. Neste transdutor cada um dos cristais funciona somente como emissor ou somente como receptor, separados por um material acústico isolante possibilitando uma resposta clara.
Transdutores Phased Array - Os transdutores convencionais dispõem de um único cristal ou no máximo dois, em que o tempo de excitação do cristal é determinado pelo aparelho de ultra-som, sempre realizado de uma mesma forma. Com o avanço da tecnologia dos computadores e com materiais piezocompostos para fabricação de novos cristais, desde os anos 90 é possível num mesmo transdutor operar dezenas de pequenos cristais, cada um ligado à circuitos independentes capazes de controlar o tempo de excitação de cada um destes cristais. O resultado é a modificação do comportamento do feixe sônico emitido pelo conjunto de cristais ou pelo transdutor.
Técnicas de inspeção por ultra-som
A inspeção de materiais por ultra-som pode ser efetuada através de três métodos ou técnicas:
Técnica de Impulso-eco ou Pulso-eco;
Técnica de Transparência;
Técnica de imersão.
Técnica de Impulso-Eco ou Pulso-Eco - Somente um transdutor é responsável por emitir e receber as ondas ultra-sônicas que se propagam no material; O transdutor é acoplado em somente um lado do material; Pode-se verificar a profundidade da descontinuidade, suas dimensões, e localização na peça.
Técnica de Transparência - São utilizados dois transdutores separados (nos dois lados da peça), um transmitindo e outro recebendo as ondas ultra-sônicas; Não se pode determinar a posição da descontinuidade, sua extensão, ou localização na peça, é somente um ensaio do tipo passa-não passa que estabelece um critério comparativo de avaliação do sinal recebido com uma peça sem descontinuidades; Pode ser aplicada para chapas, juntas soldadas, barras.
Técnica de Imersão - É empregado um transdutor de imersão à prova d'água; O transdutor pode se movimentarem relação a superfície da peça; A peça é colocada dentro de um tanque com água, propiciando um acoplamento sempre homogêneo.
Fonte das informações sobre END: Infosolda
Luciano Santa Rita Oliveira
Pós-graduado em Gestão da Saúde e Admistração Hospitalar
Tecnólogo em Radiologia
tecnologo@lucianosantarita.pro.br
Preparo para exames de USG
Exames e Preparos:
Abdominal Total e Aparelho Urinário (Rins e Bexiga):
1- Na véspera do exame fazer refeição leve e à noite ingerir apenas uma xícara de café ou copo de refresco com 3 biscoitos cream crackers.
2- No dia do exame ficar em jejum. Beber 4 copos duplos de água aos poucos, iniciando a ingestão 2 horas antes do exame e não urinar.
Abdominal Superior, Hipocôndrio Direito (Fígado, Pâncreas, Vesícula e Vias Biliares):
1- Na véspera do exame fazer refeição leve e à noite ingerir apenas uma xícara de café ou copo de refresco com 3 biscoitos cream crackers. Não é necessário encher a bexiga.
Próstata (por via abdominal) :
1- Beber 4 copos duplos de água aos poucos, iniciando a ingestão 2 horas antes do exame e não urinar.
Observa-se que se trata de um exame para avaliarmos o volume da próstata, não sendo útil para investigação de câncer de próstata no seu início.
Pélvica/Ginecológica (por via abdominal ou por via transvaginal):
1- Beber 4 copos duplos de água aos poucos, iniciando a ingestão 2 horas antes do exame e não urinar.
O que é Ultrassonografia Transvaginal?
Também chamada de Ecografia Endovaginal, é um exame de Ultrassonografia feito com uma sonda especial colocada no interior da vagina. Sua grande vantagem em relação ao exame tradicionalmente feito por sobre a pele é a de poder visualizar estruturas e órgãos pélvicos como o útero e os ovários com maior proximidade e maior resolução de imagem. Entretanto, o feixe sonoro só alcança estruturas que estiverem até cerca de 6 ou 7 centímetros da sonda. Estruturas que estiverem em uma distância maior não são visualizadas, tais como um útero volumoso que apresente alguma anormalidade em sua região mais alta (fundo uterino), ou ovário que esteja a uma distância mais alta na pelve, ou mesmo um tumor que se localize na transição pélvico-abdominal. É por isto que gestação superior a 3 meses usualmente não é examinada por via endovaginal, uma vez que o feto tem mais de 6 cm.
Assim, é de fundamental importância que a Ultrassonografia Endovaginal seja precedida de um exame sucinto pelo método tradicional, isto é, por via abdominal inferior (pélvica) e com a bexiga cheia, posto que, em seguida, e após o esvaziamento da bexiga, é feito então o exame por via vaginal.
Obstétrica (por via abdominal ou por via transvaginal):
Não há necessidade de preparo prévio. O exame não oferece qualquer risco ao feto e por ser realizado em qualquer tempo de gravidez. Quando realizado nos primeiros 3 meses de gestação apresenta ótima confiabilidade quanto ao tempo correto da gravidez. Nesta época, deve ser realizado por via transvaginal e quando feito entre a 9ª e a 13ª semana de gestação, deve ser observada a translucência nucal do feto, que quando maior que 3 mm pode significar doença cromossomial. A época ideal para o estudo morfológico (estudo de todas as partes do feto) é a partir do 2° trimestre de gestação. No 3° trimestre o exame tem menos indicação, exceto em gestação complicada ou de alto risco, ou para avaliação da idade óssea fetal. Nas gestações de alto risco deve ser realizada a ultrassonografia com Doppler para estudo da circulação materno-fetal.
Mamas:
Não há preparo prévio. A ultrassonografia das mamas serve principalmente para diferenciar se um nódulo é de conteúdo sólido ou líquido. Não deve substituir a Mamografia no diagnóstico precoce de câncer de mama.
Tireóide:
Não há qualquer preparo e pode avaliar o volume da glândula e a presença de nódulos.
Glândulas Salivares:
Sem preparo prévio. Só avalia volume e nódulos. Eventualmente pode identificar cálculos e dilatação do ducto principal.
Bolsas Testiculares:
Sem preparo prévio. Excelente exame para se avaliar varicoceles (varizes escrotais) e torção testicular aguda (por meio de Doppler), além de hidroceles, infecções e tumores.
Articulações e Sistema Músculo-Esquelético:
Não necessita de preparo prévio. Pode ser utilizado em uma gama enorme de patologias traumáticas ou não.
Ultrassonografia e Doppler vascular
Ultrassonografia e doppler vascular
A ultrassonografia é um exame diagnóstico que se utiliza do eco de sons inaudíveis que refletem nos órgãos e tecidos do corpo humano e permitem a visualização destas estruturas. A ultrassonografia vascular ou doppler vascular faz uso da mesma tecnologia para medir a velocidade do fluxo sanguíneo – venoso e arterial. O procedimento oferece uma excelente precisão diagnóstica, é indolor e pode ser repetido inúmeras vezes, já que não possui efeito acumulativo ou colateral.
Por isto, este exame é amplamente utilizado por angiologistas para obter diagnósticos precisos sobre o estado clínico de problemas vasculares localizados como varizes, “vasinhos vermelhos” etc. Quando necessária uma avaliação mais detalhada, o médico pode complementar este exame com o color Doppler, que completa os dados com registros de fotos de ultrassonografia. Programas de computador interpretam os caminhos das ondas sonoras para visualizar nosso corpo por dentro.
Ultrassonografia das mamas: com ou sem Doppler colorido, agulhamento, biópsia por fragmento (core biopsy) e punção aspirativa com agulha fina (PAAF).
Ultrassonografia abdominal: fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, grandes vasos, apêndice, color Doppler de fígado e sistema esplenoportal.
Ultrassonografia ginecológica: pélvica transvaginal e supra-púbica, avaliação de ovários, endométrio, color Doppler de útero, ovários e massas pélvicas.
Ultrassonografia obstétrica: estudo morfológico fetal, color Doppler fetal, gravação em dvd com som e imagem.
Ultrassonografia geral:
Pequenas partes: tireóide, glândulas salivares, massas cervicais e parede abdominal.
Músculo-esquelética: articulações, tendões e músculos, medicina desportiva.
Urologia: rins e vias urinárias, próstata transretal, bolsa escrotal, pênis, Color Doppler de artérias renais e bolsa escrotal.
Craniano: transfontanela. Doppler vascular: artérias carótidas e vertebrais, grandes vasos abdominais e pélvicos, sistema arterial e venoso de braços e pernas.
Ultrassonografia intervencionista:
Próstata: biópsia transretal.
Tireóide: punção aspirativa por agulha fina (PAAF)
Hepática: biópsia guiada por ultrassonografia.
Mamas: punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de cistos e nódulos, biópsia por fragmento (core biopsy) de nódulos e agulhamento pré-operatório.
Tórax: biópsia guiada por tomografia ou ultrassonografia.
Linfonodos, nódulos ou massas: punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ou biópsia.
Preparação para exames
Ultrassonografia de abdome superior
• Jejum de 6 horas.
• Vestir roupa de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia de próstata via abdominal
• Duas horas antes do exame beber 4 copos de
água, chá ou bebida sem gás.
• Não urinar mais até a hora do exame.
• Não é necessário jejum.
• A bexiga deve estar cheia durante a realização do
exame, mas não excessivamente.
Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie
um pouco a bexiga antes de entrar na sala de
exames.
• Vestir roupa de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia abdominal total
• Jejum de 6 horas.
• Duas horas antes do exame beber 5 copos de água.
• Não urinar até a hora do exame.
• A bexiga deve estar cheia durante a realização do
exame, mas não excessivamente.
Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie
um pouco a bexiga antes de entrar na sala de
exames.
• Vestir roupa de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia de aparelho urinário (rins e bexiga)
• Não é necessário jejum.
• Duas horas antes do exame beber 4 copos de água.
• Não urinar mais até a hora do exame.
• A bexiga deve estar cheia durante a realização do
exame, mas não excessivamente.
Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie
um pouco a bexiga antes de entrar na sala de
exames.
• Vestir roupa de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia pélvica
• Não é necessário jejum.
• Duas horas antes do exame beber 5 copos de água. • Não urinar até a hora do exame.
• A bexiga deve estar cheia durante a realização do
exame, mas não excessivamente.
Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie
um pouco a bexiga antes de entrar na sala de
exames.
• Vestir roupa de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia retroperitônio (sistema urinário)
• Jejum de 3 horas.
• Vestir roupa de duas peças para retirar somente a
parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia de quadril
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupa de duas peças para retirar somente a
parte inferior.
• Trazer exames anteriores (RX de quadril).
Ultrassonografia das supra renais
• Jejum de 6 horas.
• Vestir roupa de duas peças para retirar somente
parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia cervical
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Evitar roupas de golas altas.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia de parótidas
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Evitar roupas de golas altas.
• Trazer exames anteriores. Ultrassonografia de submandibulares
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Evitar roupas de golas altas.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia de tireóide
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Evitar roupas de golas altas.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia Doppler de tireóide
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Evitar roupas de golas altas.
• Trazer exames anteriores.
Ultra-som pélvica
• Não é necessário jejum.
• Duas horas antes do exame beber 5 copos de água.
• Não urinar até a hora do exame.
• A bexiga deve estar cheia durante a realização do
exame, mas não excessivamente.
Caso a vontade de urinar fique muito forte, esvazie
um pouco a bexiga antes de entrar na sala de
exames.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia pélvica transvaginal
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia obstétrica
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Perfil Biofísico Fetal
• A paciente não poderá estar em jejum.
• Fazer um lanche de 30 a 60 minutos antes do
exame.
• Trazer exames anteriores.
Ultrassonografia de mamas e axilas
• Não é necessário jejum.
• Vestir roupas de duas peças para que possa ser
retirada somente a parte superior.
• Trazer exames anteriores (mamografia, ultra-som
das mamas e resultados de biópsias).
Doppler da aorta abdominal
• Jejum de 6 horas
• Vestir roupa de duas peças para retirar somente a
parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Doppler de artérias periféricas
• Não é necessário jejum.
• Trazer exames anteriores.
Doppler de artérias renais
• Jejum de 6 horas.
• Vestir roupa de duas peças para retirar somente a
parte superior.
• Trazer exames anteriores.
Doppler de carótidas e vertebrais.
• Evitar roupas com golas altas.
• Vestir roupa de duas peças para retirar somente a
parte superior.
• Trazer exames anteriores.
• Não é necessário jejum.
Doppler de membro inferior venoso e arterial
• Trazer exames anteriores.
• Não é necessário jejum.
http://www.jundimagem.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14&Itemid=14
Meios de Contrastes
Meios de Contrastes
Contraste Radio transparente e Radiopacos
Radiotransparente ou negativo é o ar deglutido cristais de CO2 e a bolha gástrica normalmente presente no estomago.
Radio opaco ou positivo: o mais comumente usado é Bário (BaSO).
O sulfato de Bário é uma substancia pulverizada semelhante a giz ele é misturado com água antes da ingestão pelo paciente.
Esse composto, que é um sal de bário, é relativamente inerte, graças a sua extrema insolubilidade em água e em outras soluções aquosas, tais como ácidos. Todos os outros sais de bário tendem a ser tóxicos ou venenosos para o sistema humano. Portanto, o sulfato de bário usado em departamentos de radiologia deve ser quimicamente puro.
Uma mistura de água e sulfato de Bário forma uma suspensão coloidal, não uma solução. Para uma solução as moléculas das substancias adicionadas a água deveriam na verdade se dissover na água. O fato de o Bário nunca se dissolver coloidal, entretanto (como o sulfato de bário e a água), as particulas suspensas na água tendem a se precipitar quando se deixa a mistura repousar por um período de tempo. (ou seja o sulfato de bário desce e a água sobe ficam separados)
OBS: Varias preparações especiais de sulfato de bário está disponível comercialmente a maior parte dessas preparações contem sulfato de bário apropriadamente associada em suspensão para que resista por um longo período antes do uso sem precipitar. Mesmo assim toda suspensão deve ser bem misturada, antes do uso.
Algumas marcas tem diferentes aromas e sabores: como chocolate, baunilha, limão, morango e lima.
O Bário pode ser preparado numa mistura relativamente rala ou densa. Essa mistura ocorre da seguinte forma: uma parte de bário para uma parte de água.
-Denso: o Bário denso contem 3 ou 4 partes de Bário (BaSO) para uma parte de água e tem a consistência de um sereal cozido. O Bário denso é mais difícil de engoli, porém é mais adequado para o estudo do essofago, porque desce lentamente e tende a aderir a mucosa esofagiana.
-Ralo: o baro ralo assume a consistência de um milkshake ralo, sendo usado no estudo de todo o trato gástrico intestinal.
OBS: Existe ainda outro contraste que é o iodado.
Contra- indicação ao Sulfato de Bário
A mistura é contra-indicada se há alguma chance da mistura passar (escapar) para a cavidade peritoneal (membrana que separa pâncreas e intestinal). Esse escape pode ocorrer em virtude de uma víscera perfurada ou durante a realização de uma cirurgia, em qualquer uma dessas condições, deve ser usado um contraste iodado solúvel em água.
Uma desvantagem dos contrates solúveis em água é o gosto amargo.
O cliente devera ser alertado á respeito do gosto do material a ser usado no procedimento.
Advertência
O contraste iodado não deve ser usado se o cliente e sensível ao iodo.
Deve também ser observado que um pequeno número de paciente é hipersensível ao sulfato de bário e seus aditivos. Embora essa seja uma ocorrência rara.
Duplo Contraste
A técnica de duplo contraste é amplamente empregada na busca diagnostica de certas condições e doenças, alguns centros realizam a esografia com duplo contraste, empregando meios radiopacos e radio transparentes. O seu desenvolvimento ocorreu no Japão onde há alta incidência de câncer gástrico.
O meio de contraste radiopaco é o sulfato de bário de alta densidade é usado para prover bom revestimento da mucosa gástrica.
O meio de contrste radiolucente é tanto o ar como o gás dióxido de Carbono. Para introduzir o ar , pequenos orifícios são feitos num canudo. Conforme o paciente bebe a mistura de bário o ar é puxado para o interior do corpo.
Eliminação Pós-Exame – Defecação
Uma das funções normais do intestino grosso e absorção de água. Qualquer mistura de sulfato de bário existente no intestino grosso após procedimento seriografico, pode se tornar endurecida ou solidificada e consequentimente dificultar a evacuação alguns pacientes pode requerer um laxante após o exame para ajudar a remover o bário, se os laxantes de liquidos ou de óleo mineral ate que as fezes fiquem livres de todos os traços do sulfato de bário.
Nomes de alguns exames que utilizam Contrastes
Fluoroscopia- para estudo do sistema gastrointestinal superior (através da fluoroscopia é permitido visualizar o canal alimentar em movimento)
Obs: são dois procedimentos radiográficos do Trato Gástrico intestinal superior envolvendo administração de meio de contraste são: esografia, e seriografia do trato gastrointestinal superior
Urografia- exame radiográfico do sistema urinário em geral, usando meios de contraste injetado intravenosamente.
Cistografia –exame radiológico não funcional da bexiga urinaria.uso de meio de contraste iodado via um cateter uretral.
Entre outros...
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sábado, 13 de agosto de 2011
Questões de Concursos - 02
PROVA DE TÉCNICO EM RADIOLOGIA
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
1) Atribui-se a descoberta dos raios X a:
a) Compton;
b) Crooks;
c) Colidge;
d) Lavoisieur;
e) Roentgen.
2) Os raios X são:
a) energia eletromagnética que atravessa
objetos;
b) energia eletromagnética transversal;
c) raios de origem elétricas;
d) emissão corpuscular com carga elétrica
positiva;
e) energia eletromagnética de comprimento
de onda menor que um angström.
3) Entre os princípios físicos dos raios X,
fazer fluorescer sais metálicos é um deles.
Quais dos sais abaixo sofreriam essa
reação?
a) sulfato de zinco-cádmio.;
b) tungstato de bário;
c) sulfeto de zinco-cádmio;
d) extrato de terras raras;
e) grãos de bromo e prata.
4) Ajusta-se a quantidade de raios X:
a) através da quantidade de elétrons
liberadas pelo anodo;
b) através da intensidade da corrente
elétrica no tubo de raios X;
c) através da aceleração dos elétrons no
retificador de corrente;
d) controlando a energia elétrica de entrada
no transformador;
e) de acordo com a rotação do anodo.
5) O filme radiográfico é composto por uma
base de poliéster e uma camada de
emulsão fotográfica. Qual a composição
desta emulsão?
a) gelatina fotográfica + iodeto de prata;
b) gelatina fotográfica + brometo de prata;
c) gelatina fotográfica + cristais de haleto de
prata;
d) brometo de prata com cerca de 10% de
iodeto de prata;
e) cristais de haleto de prata + brometo de
prata.
6) Para que se tenha uma boa resolução
espacial, boa qualidade na imagem
radiográfica deve ser usado um écran:
a) lento, cuja espessura da camada
fluorescente é reduzida;
b) lento, cuja espessura dos grãos
fluorescentes é reduzida;
c) médio, cujo poder reforçador lhe dá um
equilíbrio;
d) rápido, cuja espessura da camada
fluorescente é baixa;
e) rápido, cuja camada fluorescente está em
equilíbrio.
7) Uma radiografia sub-revelada é prova,
entre outras, que há um químico com perda
da atividade, o que você faria:
a) trocaria a água?
b) trocaria o fixador?
c) trocaria o revelador?
d) acrescentaria ao fixador brometo de
potássio e iodeto de potássio?
e) simplesmente aumentaria o tempo de
radiação do paciente?
8) Dependendo da razão da grade
antidifusora, há uma maior ou menor
absorção de radiação útil. Para compensar
esta perda o que pode ser feito na mesa de
comando?
a) diminuir a energia (kV);
b) aumentar o (kV);
c) aumentar o (mAs);
d) aumentar ou diminuir a energia (kV);
e) aumentar ou diminuir o (mAs).
9) Qual dos equipamentos abaixo, funciona
como meio de melhorar a qualidade da
imagem?
a) a bandeja;
b) o anódio fixo;
c) o bucky;
d) o medidor de espessura;
e) o cilindro de extensão.
10) São unidades convencionais de medida
de radiação, exceto:
a) Gray;
b) Sievert;
c) Rad;
d) Roentgen;
e) Stemens.
11) Um individuo, 10 anos após um
acidente radioativo em sua cidade, no qual
ficou exposto por uma semana à radiação,
ultrapassando a dose limiar, constatou que
estava estéril. Que tipo de efeito radiológico
ele sofreu?
a) randômico;
b) determinístico;
c) teratogênico;
d) genético;
e) somático tardio.
12) Os ossos se classificam em:
a) longos, curvos, chatos, irregulares e
sesamóides;
b) irregulares, planos, compactos, chatos e
sesamóides;
c) sesamóides, longos, planos, curtos e
irregulares;
d) esponjoso, curtos, longos, irregulares e
sesamóides;
e) compactos, esponjosos, longos, curtos e
regulares.
13) A cinemática é um dos princípios da:
a) ampligrafia;
b) autotomografia;
c) abreugrafia;
d) planigrafia;
e) radioscopia.
14) De acordo com “Boisson”, na incidência
de Rheese, o plano mediano sagital forma
com o plano do filme um ângulo de:
a) 48 graus;
b) 45 graus;
c) 55 graus;
d) 60 graus;
e) 53 graus.
15) Um destes ossos não pertence ao
assoalho craniano:
a) etmóide;
b) esfenóide;
c) temporal;
d) parietal;
e) frontal.
16) Numa incidência semi-axial AP do sacro
( Ferguson ), para L5 -S1, o raio central
deve fazer uma angulação cefálica ao redor
de:
a) 25 a 30º;
b) 28 a 32º;
c) 25 a 35º;
d) 20 a 30º;
e) 23 a 25º.
17) Qual a técnica radiológica utilizada para
melhor visualização do tecido mamário em
pacientes submetidas a prótese?
a) médio-lateral;
b) oblíqua-mediolateral;
c) Eklund;
d) crânio-caudal;
e) obliqua médio-lateral forçada.
18) Em mamografia, a incidência conhecida
como “incidência de Cleópatra”, chama-se :
a) CC lateral verdadeira;
b) CC axilar;
c) CC rodada;
d) CC verdadeira;
e) CC exagerada lateralmente.
19) Como é chamado o material ou
dispositivo interposto entre uma fonte de
radiação e seres humanos ou meio
ambiente, com o propósito de segurança e
proteção radiológica?
a) acidente;
b) camada semiredutora;
c) blindagem;
d) área controlada;
e) filtração.
20) Que medida de autoproteção um
técnico deve tomar num exame radiológico
convencional?
a) usar às vezes o dosímetro pessoal;
b) manter a colimação da fonte de radiação;
c) fazer exame periódico de saúde;
d) manter-se o mais distante possível da
fonte de radiação;
e) manter o nível de radiação mensal em
0,10 mSv.
21) Um aparelho móvel e instalado como
fixo com potência inferior a 4 kW é utilizado
para:
a) exames de extremidades;
b) radiografias de pulmão;
c) exames contrastados;
d) proteção do paciente;
e) proteção do técnico.
22) Para o estudo em AP da Chanfradura
Intercondiliana, a perna faz um ângulo com
a coxa de:
a) 90º;
b) 120º;
c) 110º;
d) 45º;
e) 75º.
23) Para fazer uso do efeito anódio, na
prática, devemos:
a) no exame de coluna tóraco-lombar,
colocar a lombar para o lado do anodo;
b) no exame do braço, colocar o ombro para
o lado do catodo;
c) no exame de fêmur, colocar a articulação
do joelho para o lado do catodo;
d) no exame de abdome, colocar a lombar
para o lado do catodo;
e) no exame de crânio, colocar o mento
para o lado do anodo
.
24) Qual a aplicação principal da incidência
Hjelm-Laurell?
a) paciente acamado;
b) suspeita de derrame pleural;
c) rotina para mediastino;
d) enfisema pulmonar;
e) lesões pleurais.
25) Paciente com quadro de abdômen
agudo, de que consta a rotina?
a) AP de abdômen deitado, AP de abdome
de pé e PA de tórax de pé;
b) AP e perfil do abdômen;
c) AP e perfil do abdômen e PA de tórax em
pé;
d) AP de abdômen deitado e AP de
abdômen de pé;
e) AP de tórax, perfil de tórax e abdômen
em decúbito dorsal.
26) O financiamento do Sistema Único de
Saúde (SUS) é de responsabilidade:
a) da união e estados;
b) da união;
c) da união, estados e municípios;
d) dos municípios;
e) dos municípios e estados.
27) Com relação ao repasse de recursos
para o município, o PAB (Piso Assistencial
Básico) representa o custeio de
procedimentos e ações:
a) da assistência hospitalar básica;
b) da assistência básica;
c) da assistência privada básica;
d) da assistência ambulatorial e hospitalar
básicas;
e) de qualquer procedimento assistencial.
28) Como princípio doutrinário do Sistema
Único de Saúde a universalidade
representa:
a) acesso de todos os cidadãos aos
serviços públicos;
b) igualdade da assistência à saúde, sem
preconceitos ou privilégios de qualquer
espécie;
c) integralidade da assistência em todos os
níveis do sistema;
d) participação da comunidade no
planejamento de saúde;
e) a obrigatoriedade universal de
contribuição financeira com o sistema.
29) De acordo com a NOAS-SUS
denomina-se o município referência para
qualquer nível de assistência a saúde
dentro do estado como Município:
a) sede;
b) básico;
c) principal;
d) pólo;
e) núcleo.
30) Segundo o artigo nº 198 da Constituição
Federal de 1988, entre as diretrizes do
Sistema Único de Saúde inclui-se a:
a) complementaridade do setor público em
relação ao setor privado;
b) restrição à contratação de serviços
privados;
c) priorização do atendimento médico à
população de baixa renda;
d) obrigatoriedade de contribuição
financeira de todos os setores da
sociedade;
e) participação da comunidade;
sábado, 16 de julho de 2011
Questões de Concursos - 01
Concurso Público do Município de Juazeiro do Norte - CE
23. Dentre os objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS) está:
a) A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde.
b) Formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.
c) Ordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica.
d) Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde.
24. Considere as seguintes responsabilidades:
I Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços
públicos de saúde.
II Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS).
III Participar da execução, controle e avaliação das ações referentes às condições e aos ambientes de
trabalho.
À direção municipal do Sistema de Saúde (SUS) compete:
a) Apenas I e II.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e III.
d) I, II e III.
25. “No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá organizar-se em
___________________ de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para
a cobertura das ações de saúde.” Parágrafo segundo do artigo 10 da Lei Federal no 8080/1990.
Assinale a alternativa que completa corretamente o artigo citado anteriormente.
a) Organizações.
b) Consórcios.
c) departamentos.
d) distritos.
26. “ Exposição que persiste ao longo do tempo”. Este conceito refere-se à exposição do tipo:
a) Acidental.
b) Crônica.
c) Ocupacional
d) Potencial.
27. Os efeitos biológicos dos raios-X são classificados como:
a) Moderados e Acentuados.
b) Diretos e Indiretos.
c) Determinísticos e Estocásticos.
c) Agudos e Graves.
28. Quanto ao tamanho, os filmes radiográficos intra-orais utilizados em radiografias odontológicas
são classificados em Tipo I, II e III, que correspondem respectivamente a:
a) Interproximal, Oclusão e Periapical.
b) Oclusão, Periapical e Interproximal.
c) Periapical, Oclusão e Interproximal.
d) Periapical, Interproximal e Oclusão.
29. A dose efetiva média para exposições ocupacionais não pode exceder em nenhum ano a
quantidade de:
a) 20 mSv
b) 30 mSv
c) 40 mSv
d) 50 mSv
30. O comprimento de onda e a freqüência são grandezas utilizadas para a caracterização de uma
onda eletromagnética. A respeito dessas grandezas é correto afirmar que:
a) São grandezas inversamente proporcionais.
b) São grandezas diretamente proporcionais.
c) São grandezas não-proporcionais.
d) São grandezas parcialmente proporcionais.
31. Considere as afirmações abaixo:
I A mamografia pode detectar lesões invasivas precoces ou carcinomas medindo somente alguns
poucos milímetros, antes de se tornarem sintomáticos ou palpáveis.
II Um exame padrão de mamografia consiste na visibilização de projeções mediolaterais oblíquas e
craniocaudais das mamas.
III O prolongamento axilar é bem demonstrado na incidência craniocaudal da mama.
A respeito da mamografia, marque a CORRETA:
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas II e III.
d) I, II, III.
32. Sobre a câmara escura, assinale a alternativa INCORRETA.
a) A inadequação das atividades realizadas na câmara escura aos procedimentos de controle de
qualidade estabelecidos em legislação é determinante para a qualidade da radiografia produzida.
b) Os filmes utilizados nesse tipo de câmara devem ser armazenados e mantidos em posição vertical e
longe de fontes radioativas.
Concurso Público do Município de Juazeiro do Norte - CE
c) Os filmes devem ser processados em local vedado contra a luz do dia ou artificial de qualquer outra
natureza.
d) Em uma câmara escura o piso deve ser anticorrosivo e antiderrapante. Já as paredes devem ser
revestidas com material resistente à ação das substâncias químicas utilizadas nesse tipo de câmara.
33. Sobre o contraste radiológico, assinale a alternativa CORRETA:
a) O contraste radiológico pode ser definido como a diferença de distorção nas áreas adjacentes da
imagem radiográfica.
b) Os meios de contraste negativos absorvem mais radiação que os tecidos adjacentes
(radiotransparentes).
c) Os meios de contraste positivos absorvem menos radiação que os tecidos adjacentes (radiopacos).
d) O objetivo ou função do contraste é tornar os detalhes anatômicos de uma radiografia mais visíveis.
34. Em uma radiografia perfil do crânio a posição correta em que o paciente deve está é:
a) Em decúbito dorsal.
b) Em decúbito lateral.
c) E decúbito ventral, em posição de nadador.
d) E decúbito ventral, na posição fronto-naso (apoiando a região do nariz e a testa na mesa de exames).
35. Sobre os Raios-X, marque a alternativa INCORRETA:
a) Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios-X não sofrem interferência,
polarização, refração, difração, reflexão, entre outros efeitos.
b) Dentre as principais propriedades dos raios-X estão: propagar- se na velocidade na velocidade da luz,
propagar-se em linha reta em várias direções e não são desviados por campos.
c) Os raios-X podem ser bloqueados por chumbo, entretanto a espessura dependerá da energia dos
raios-X.
d) Os raios-X são produzidos quando elétrons de alta energia são subitamente desacelerados.
36. Ao ser solicitado uma radiografia de tórax em PA (póstero-anterior), o Técnico em Radiologia
deve colocar o paciente para a realização correta do exame na seguinte posição:
a) O paciente deve estar com a região anterior do seu tórax o mais próximo possível do filme.
b) O paciente deve estar com a região dorsal do tórax o mais próximo possível do filme.
c) O paciente deve estar com a região esquerda do tórax o mais próximo possível do tórax.
d) O paciente deve estar com o lado direito de seu tórax o mais próximo possível do filme.
37. Considere as afirmações abaixo:
I É a técnica radiográfica intra-oral mais utilizada na odontologia. Nesta técnica pode ser visualizado o
dente e sua relação com os tecidos periapicais.
II Técnica também conhecida como “Bite Wing” (asa de mordida), muito utilizada em odontologia para
pesquisas de cáries entre as coroas dentais.
III Técnica muito utilizada para diagnosticar grandes lesões nos maxilares, dentes inclusos, corpos
estranhos, expansões palatinas dentre outras finalidades.
As técnicas radiográficas odontológicas a que se refere às afirmações I, II e III, correspondem
respectivamente a:
a) Periapical, Oclusal e Interproximal.
b) Periapical, Interproximal e Oclusal
c) Oclusal, Interproximal e Periapical.
d) Interproximal, Periapical e Oclusal.
38. A avaliação quantitativa da dose de radiação recebida pelo corpo humano, refere-se a:
a) Detectores não-ionizantes.
b) Detectores à cintilação.
c) Dosimetria.
d)Detectores por ionização.
39. Sobre a produção de imagens, considere as seguintes afirmações:
I As imagens são produzidas por raios-X e filmes radiográficos.
II As imagens são produzidas por raios-X, detectores e computadores.
III As imagens são produzidas por campos magnéticos, ondas de radiofreqüência e computadores.
As técnicas que produzem as imagens a que se referem às afirmações I, II, III, IV correspondem
respectivamente a:
a) Radiografia Plana (ou convencional), Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada.
b) Ressonância Magnética, Radiografia Plana (ou convencional) e Tomografia Computadorizada.
c) Radiografia Plana (ou convencional), Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética.
d) Tomografia Computadorizada, Radiografia Plana (ou convencional) e Ressonância Magnética.
40. Uma das DESVANTAGENS da Tomografia Computadorizada é a:
a) Permissão do estudo de secções transversais do corpo humano vivo (ou seja, em “fatias”).
b) Distinção das variações na densidade de cada tecido analisado.
c) Obtenção de imagens sem superposição.
d) Utilização de radiação ionizante e meio contrastante iodado.
41. Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
a) Tomografia Computadorizada e ressonância magnética são dois métodos uniplanares de obtenção de
imagens.
b) Atualmente a ressonância magnética é o método de melhor escolha na avaliação de pequenos nódulos
pulmonares do tipo indeterminados.
c) O exame de Ressonância Magnética é um método de diagnóstico por imagem que apesar de utilizar a
radiação, permite retratar imagens de alta definição dos órgãos do corpo humano.
d) A tomografia computadorizada com técnica helicoidal permite adquirir-se um conjunto de dados brutos
que podem ser trabalhados para, posteriormente, gerar imagens com diferentes espessuras de corte.
42. Entre os fatores atenuantes da radiação, estão:
a) Distancia, tempo em mSv.
b) Distância, tempo e blindagem.
c) Blindagem, tempo e mAs.
d) mAs, mSv e kVp.
43. Para se obter uma melhor visualização de arcos costais a radiografia de tórax deve ser realizada
a uma distância foco-filme de:
a) 1,80 m.
b) 1,20 m.
c) 2,50 m.
d) 2,80 m.
44. Um tipo de manobra especial, chamada de “manobra de Eklund” é utilizada em pacientes:
a) Que tiveram a retirada parcial ou total da mama.
b) Portadoras de implantes mamários.
c) Com mamas pequenas.
d) Grávidas.
45. O quadro clínico apresentado por um irradiado em todo o corpo depende da dose de radiação
absorvida. A unidade para expressar a dose de radiação absorvida pela matéria é o:
a) Roentgen (R).
b) Sievert (Sv).
c) Gray (Gy).
d) Joule por metro quadrado (J/m2).
46. A capacidade de “arrancar” elétrons do material durante sua passagem por esse mesmo
material é uma característica da radiação:
a) Ionizante.
b) Não-Ionizante.
c) Eletrostática.
d) Cósmica.
47. Dentre as exigências de seguranças impostas nas salas de raios-X está, por exemplo, a
construção de paredes e portas de maneira a serem blindadas para a radiação gerada pela:
a) Pela máxima potência do aparelho.
b) Pela mínima potência do aparelho.
c) ela potência média do aparelho.
d) Não há uma exigência específica, tudo dependerá do tamanho da sala de raio-X.
48. A tensão do tubo, a filtração (adicional) e a distância foco-pele devem ser as maiores possíveis,
consistentes com o objetivo do estudo, de modo a reduzir a dose no paciente, exceto em
exames de:
a) Tórax.
b) Abdome.
c) Coluna vertebral e pelve.
d) Mamografia.
49. Sobre o sistema de proteção radiológica, assinale a alternativa CORRETA.
a) No emprego das radiações em medicina e odontologia, deve-se dar pouca ênfase à otimização da
proteção nos procedimentos de trabalho, por possuir uma influência indireta na qualidade e segurança
da assistência aos pacientes.
b) Os princípios básicos que regem o sistema de proteção radiológica são: justificação da prática e das
exposições médicas individuais, otimização da proteção radiológica, limitação de doses individuais e
prevenção de acidentes.
c) Os limites de doses individuais são valores de dose efetiva ou de dose equivalente, estabelecidos
somente para exposição ocupacional.
d) As exposições médicas de pacientes devem ser otimizadas ao valor máximo necessário para obtenção
do objetivo radiológico (diagnóstico e terapêutico).
50. A articulação pelvivertebral apresenta-se na altura da:
a) Segunda vértebra lombar.
b) Décima vértebra lombar.
c) Quinta vértebra lombar.
d) Oitava vértebra lombar.
51. A ação das radiações no organismo humano produzem uma série de efeitos, que representam
danos diferentes para cada região afetada. As células do corpo humano mais sensíveis à
radiação, são:
a) Células da medula óssea, células musculares, células neuronais e células da pele.
b) Células do tecido linfóide, células musculares, células do tecido ósseo plenamente desenvolvido e
células pulmonares.
c) Células do tecido linfóide, células da medula óssea, dos órgãos genitais e do sistema gastrointestinal.
d)Células musculares, células pulmonares, células neuronais e do sistema gastrointestinal.
52. Assinale a alternativa INCORRETA sobre os sintomas clínicos, relativos aos efeitos biológicos
imediatos mais prováveis na irradiação de corpo inteiro, com doses agudas de radiação.
a) A exposição de doses agudas de radiação no sistema urinário pode determinar o aparecimento de
sangue na urina, o que, por sua vez, pode ser uma indicação de que os rins foram atingidos
severamente.
b) Nos órgãos reprodutores, doses agudas de radiação podem produzir esterilidade, tanto
temporariamente como permanente.
c) Apesar da radiação externa ter pequena influência sobre as células dos ossos, fibras e cálcio, grandes
doses de radiação pode afetar fortemente a medula óssea.
d) No sangue os glóbulos bancos são as primeiras células a serem destruídas pela exposição,
provocando leucopenia e reduzindo a imunidade do organismo. Doses agudas de radiação podem,
ainda, provocar o desaparecimento de plaquetas, entretanto o indivíduo ainda apresenta uma
coagulação sanguínea satisfatória, visto que há pouca perda de células vermelhas.
www.pci.com.br
23. Dentre os objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS) está:
a) A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde.
b) Formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição.
c) Ordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica.
d) Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde.
24. Considere as seguintes responsabilidades:
I Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços
públicos de saúde.
II Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS).
III Participar da execução, controle e avaliação das ações referentes às condições e aos ambientes de
trabalho.
À direção municipal do Sistema de Saúde (SUS) compete:
a) Apenas I e II.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I e III.
d) I, II e III.
25. “No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá organizar-se em
___________________ de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para
a cobertura das ações de saúde.” Parágrafo segundo do artigo 10 da Lei Federal no 8080/1990.
Assinale a alternativa que completa corretamente o artigo citado anteriormente.
a) Organizações.
b) Consórcios.
c) departamentos.
d) distritos.
26. “ Exposição que persiste ao longo do tempo”. Este conceito refere-se à exposição do tipo:
a) Acidental.
b) Crônica.
c) Ocupacional
d) Potencial.
27. Os efeitos biológicos dos raios-X são classificados como:
a) Moderados e Acentuados.
b) Diretos e Indiretos.
c) Determinísticos e Estocásticos.
c) Agudos e Graves.
28. Quanto ao tamanho, os filmes radiográficos intra-orais utilizados em radiografias odontológicas
são classificados em Tipo I, II e III, que correspondem respectivamente a:
a) Interproximal, Oclusão e Periapical.
b) Oclusão, Periapical e Interproximal.
c) Periapical, Oclusão e Interproximal.
d) Periapical, Interproximal e Oclusão.
29. A dose efetiva média para exposições ocupacionais não pode exceder em nenhum ano a
quantidade de:
a) 20 mSv
b) 30 mSv
c) 40 mSv
d) 50 mSv
30. O comprimento de onda e a freqüência são grandezas utilizadas para a caracterização de uma
onda eletromagnética. A respeito dessas grandezas é correto afirmar que:
a) São grandezas inversamente proporcionais.
b) São grandezas diretamente proporcionais.
c) São grandezas não-proporcionais.
d) São grandezas parcialmente proporcionais.
31. Considere as afirmações abaixo:
I A mamografia pode detectar lesões invasivas precoces ou carcinomas medindo somente alguns
poucos milímetros, antes de se tornarem sintomáticos ou palpáveis.
II Um exame padrão de mamografia consiste na visibilização de projeções mediolaterais oblíquas e
craniocaudais das mamas.
III O prolongamento axilar é bem demonstrado na incidência craniocaudal da mama.
A respeito da mamografia, marque a CORRETA:
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas II e III.
d) I, II, III.
32. Sobre a câmara escura, assinale a alternativa INCORRETA.
a) A inadequação das atividades realizadas na câmara escura aos procedimentos de controle de
qualidade estabelecidos em legislação é determinante para a qualidade da radiografia produzida.
b) Os filmes utilizados nesse tipo de câmara devem ser armazenados e mantidos em posição vertical e
longe de fontes radioativas.
Concurso Público do Município de Juazeiro do Norte - CE
c) Os filmes devem ser processados em local vedado contra a luz do dia ou artificial de qualquer outra
natureza.
d) Em uma câmara escura o piso deve ser anticorrosivo e antiderrapante. Já as paredes devem ser
revestidas com material resistente à ação das substâncias químicas utilizadas nesse tipo de câmara.
33. Sobre o contraste radiológico, assinale a alternativa CORRETA:
a) O contraste radiológico pode ser definido como a diferença de distorção nas áreas adjacentes da
imagem radiográfica.
b) Os meios de contraste negativos absorvem mais radiação que os tecidos adjacentes
(radiotransparentes).
c) Os meios de contraste positivos absorvem menos radiação que os tecidos adjacentes (radiopacos).
d) O objetivo ou função do contraste é tornar os detalhes anatômicos de uma radiografia mais visíveis.
34. Em uma radiografia perfil do crânio a posição correta em que o paciente deve está é:
a) Em decúbito dorsal.
b) Em decúbito lateral.
c) E decúbito ventral, em posição de nadador.
d) E decúbito ventral, na posição fronto-naso (apoiando a região do nariz e a testa na mesa de exames).
35. Sobre os Raios-X, marque a alternativa INCORRETA:
a) Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios-X não sofrem interferência,
polarização, refração, difração, reflexão, entre outros efeitos.
b) Dentre as principais propriedades dos raios-X estão: propagar- se na velocidade na velocidade da luz,
propagar-se em linha reta em várias direções e não são desviados por campos.
c) Os raios-X podem ser bloqueados por chumbo, entretanto a espessura dependerá da energia dos
raios-X.
d) Os raios-X são produzidos quando elétrons de alta energia são subitamente desacelerados.
36. Ao ser solicitado uma radiografia de tórax em PA (póstero-anterior), o Técnico em Radiologia
deve colocar o paciente para a realização correta do exame na seguinte posição:
a) O paciente deve estar com a região anterior do seu tórax o mais próximo possível do filme.
b) O paciente deve estar com a região dorsal do tórax o mais próximo possível do filme.
c) O paciente deve estar com a região esquerda do tórax o mais próximo possível do tórax.
d) O paciente deve estar com o lado direito de seu tórax o mais próximo possível do filme.
37. Considere as afirmações abaixo:
I É a técnica radiográfica intra-oral mais utilizada na odontologia. Nesta técnica pode ser visualizado o
dente e sua relação com os tecidos periapicais.
II Técnica também conhecida como “Bite Wing” (asa de mordida), muito utilizada em odontologia para
pesquisas de cáries entre as coroas dentais.
III Técnica muito utilizada para diagnosticar grandes lesões nos maxilares, dentes inclusos, corpos
estranhos, expansões palatinas dentre outras finalidades.
As técnicas radiográficas odontológicas a que se refere às afirmações I, II e III, correspondem
respectivamente a:
a) Periapical, Oclusal e Interproximal.
b) Periapical, Interproximal e Oclusal
c) Oclusal, Interproximal e Periapical.
d) Interproximal, Periapical e Oclusal.
38. A avaliação quantitativa da dose de radiação recebida pelo corpo humano, refere-se a:
a) Detectores não-ionizantes.
b) Detectores à cintilação.
c) Dosimetria.
d)Detectores por ionização.
39. Sobre a produção de imagens, considere as seguintes afirmações:
I As imagens são produzidas por raios-X e filmes radiográficos.
II As imagens são produzidas por raios-X, detectores e computadores.
III As imagens são produzidas por campos magnéticos, ondas de radiofreqüência e computadores.
As técnicas que produzem as imagens a que se referem às afirmações I, II, III, IV correspondem
respectivamente a:
a) Radiografia Plana (ou convencional), Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada.
b) Ressonância Magnética, Radiografia Plana (ou convencional) e Tomografia Computadorizada.
c) Radiografia Plana (ou convencional), Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética.
d) Tomografia Computadorizada, Radiografia Plana (ou convencional) e Ressonância Magnética.
40. Uma das DESVANTAGENS da Tomografia Computadorizada é a:
a) Permissão do estudo de secções transversais do corpo humano vivo (ou seja, em “fatias”).
b) Distinção das variações na densidade de cada tecido analisado.
c) Obtenção de imagens sem superposição.
d) Utilização de radiação ionizante e meio contrastante iodado.
41. Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
a) Tomografia Computadorizada e ressonância magnética são dois métodos uniplanares de obtenção de
imagens.
b) Atualmente a ressonância magnética é o método de melhor escolha na avaliação de pequenos nódulos
pulmonares do tipo indeterminados.
c) O exame de Ressonância Magnética é um método de diagnóstico por imagem que apesar de utilizar a
radiação, permite retratar imagens de alta definição dos órgãos do corpo humano.
d) A tomografia computadorizada com técnica helicoidal permite adquirir-se um conjunto de dados brutos
que podem ser trabalhados para, posteriormente, gerar imagens com diferentes espessuras de corte.
42. Entre os fatores atenuantes da radiação, estão:
a) Distancia, tempo em mSv.
b) Distância, tempo e blindagem.
c) Blindagem, tempo e mAs.
d) mAs, mSv e kVp.
43. Para se obter uma melhor visualização de arcos costais a radiografia de tórax deve ser realizada
a uma distância foco-filme de:
a) 1,80 m.
b) 1,20 m.
c) 2,50 m.
d) 2,80 m.
44. Um tipo de manobra especial, chamada de “manobra de Eklund” é utilizada em pacientes:
a) Que tiveram a retirada parcial ou total da mama.
b) Portadoras de implantes mamários.
c) Com mamas pequenas.
d) Grávidas.
45. O quadro clínico apresentado por um irradiado em todo o corpo depende da dose de radiação
absorvida. A unidade para expressar a dose de radiação absorvida pela matéria é o:
a) Roentgen (R).
b) Sievert (Sv).
c) Gray (Gy).
d) Joule por metro quadrado (J/m2).
46. A capacidade de “arrancar” elétrons do material durante sua passagem por esse mesmo
material é uma característica da radiação:
a) Ionizante.
b) Não-Ionizante.
c) Eletrostática.
d) Cósmica.
47. Dentre as exigências de seguranças impostas nas salas de raios-X está, por exemplo, a
construção de paredes e portas de maneira a serem blindadas para a radiação gerada pela:
a) Pela máxima potência do aparelho.
b) Pela mínima potência do aparelho.
c) ela potência média do aparelho.
d) Não há uma exigência específica, tudo dependerá do tamanho da sala de raio-X.
48. A tensão do tubo, a filtração (adicional) e a distância foco-pele devem ser as maiores possíveis,
consistentes com o objetivo do estudo, de modo a reduzir a dose no paciente, exceto em
exames de:
a) Tórax.
b) Abdome.
c) Coluna vertebral e pelve.
d) Mamografia.
49. Sobre o sistema de proteção radiológica, assinale a alternativa CORRETA.
a) No emprego das radiações em medicina e odontologia, deve-se dar pouca ênfase à otimização da
proteção nos procedimentos de trabalho, por possuir uma influência indireta na qualidade e segurança
da assistência aos pacientes.
b) Os princípios básicos que regem o sistema de proteção radiológica são: justificação da prática e das
exposições médicas individuais, otimização da proteção radiológica, limitação de doses individuais e
prevenção de acidentes.
c) Os limites de doses individuais são valores de dose efetiva ou de dose equivalente, estabelecidos
somente para exposição ocupacional.
d) As exposições médicas de pacientes devem ser otimizadas ao valor máximo necessário para obtenção
do objetivo radiológico (diagnóstico e terapêutico).
50. A articulação pelvivertebral apresenta-se na altura da:
a) Segunda vértebra lombar.
b) Décima vértebra lombar.
c) Quinta vértebra lombar.
d) Oitava vértebra lombar.
51. A ação das radiações no organismo humano produzem uma série de efeitos, que representam
danos diferentes para cada região afetada. As células do corpo humano mais sensíveis à
radiação, são:
a) Células da medula óssea, células musculares, células neuronais e células da pele.
b) Células do tecido linfóide, células musculares, células do tecido ósseo plenamente desenvolvido e
células pulmonares.
c) Células do tecido linfóide, células da medula óssea, dos órgãos genitais e do sistema gastrointestinal.
d)Células musculares, células pulmonares, células neuronais e do sistema gastrointestinal.
52. Assinale a alternativa INCORRETA sobre os sintomas clínicos, relativos aos efeitos biológicos
imediatos mais prováveis na irradiação de corpo inteiro, com doses agudas de radiação.
a) A exposição de doses agudas de radiação no sistema urinário pode determinar o aparecimento de
sangue na urina, o que, por sua vez, pode ser uma indicação de que os rins foram atingidos
severamente.
b) Nos órgãos reprodutores, doses agudas de radiação podem produzir esterilidade, tanto
temporariamente como permanente.
c) Apesar da radiação externa ter pequena influência sobre as células dos ossos, fibras e cálcio, grandes
doses de radiação pode afetar fortemente a medula óssea.
d) No sangue os glóbulos bancos são as primeiras células a serem destruídas pela exposição,
provocando leucopenia e reduzindo a imunidade do organismo. Doses agudas de radiação podem,
ainda, provocar o desaparecimento de plaquetas, entretanto o indivíduo ainda apresenta uma
coagulação sanguínea satisfatória, visto que há pouca perda de células vermelhas.
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Nova Gramatica
Jornalistas, atualizem-se. Blogueiros, atualizem-se. Galera, atualize-se. Ô.ô
Para saber tudo o que mudou na gramática, veja resumidamente algumas mudanças:
Para saber tudo o que mudou na gramática, veja resumidamente algumas mudanças:
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y.Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis.2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece.3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular.- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição.- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.).- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h.
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento.
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o.3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s.4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras.5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal.6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante.
- Nos demais casos não se usa o hífen.
- Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r.
- Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal.7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal.8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani.10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição.12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.Sempre se usa o hífen diante de h1. Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s
- Sem hífen diante de r e s Dobram-se essas letras
- Com hífen diante de mesma vogal2. Prefixo terminado em consoante:
- Com hífen diante de mesma consoante
- Sem hífen diante de consoante diferente
- Sem hífen diante de vogal
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