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quarta-feira, 21 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Efeitos Biológicos
Em 1896, quatro meses após a descoberta dos raios-X Roentgen, o médico J. Daniels, da Universidade de Vanderbilt, notificou à comunidade científica o primeiro efeito biológico da radiação: a queda de cabelos de um de seus colegas, cuja radiografia de crânio havia sido feita.
Em 1899, dois médicos suecos conseguiram curar um tumor de pele na ponta do nariz de um paciente e em 1903 em médico americano obteve a diminuição do baço de um paciente com leucemia.
O uso de raios-X na terapia estava, entretanto, produzindo resultados desagradáveis. Eritema de pele e a seguir ulcerações durante o tratamento dos pacientes.
Desde então não só os benefícios trazidos pela radiação mas também seus efeitos danosos tem interessado os cientistas do mundo todo.
Os estudos dos mecanismos básicos da radiobiologia permitem análises microscópicas como células ou partes das células. A energia liberada pode produzir ionização e excitação dos átomos e quebra de moléculas e, como conseqüência, formação de íons e radicais livres altamente reativos. Estes por sua vez, podem atacar moléculas de grande importância como a molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico) do núcleo da célula, causando-lhes danos. A destruição de uma molécula de DNA resulta numa célula capaz de continuar vivendo, mas incapaz de se dividir. Assim, a célula acaba morrendo e não sendo renovada. Se isso ocorrer em número muito grande de células, sobrevem o mau funcionamento do tecido constituído por essas células, e por fim, a sua morte.
Existem efeitos biológicos da radiação que se manifestam a curto e a longo prazo.
EFEITOS A CURTO PRAZO OU AGUDOS: São efeitos observáveis em semanas, dias ou em apenas horas após a exposição do indivíduo à radiação.
Esses efeitos geralmente associados a altas doses de radiação, acima de 1 Sv, recebidas por grandes áreas do corpo, num curto período de tempo. Dependendo da dose, pode ser provocada a chamada síndrome aguda da radiação em que podem ocorrer náuseas, vômitos, prostatação, perda de apetite e de peso, febre, hemorragias dispersas, queda de cabelo e forte diarréia.
Dependendo da dose de radiação recebida e da condição de resistência do indivíduo exposto, o resultado final pode ser letal.
Os três sistemas de órgãos que parece ser os mais importantes na síndrome aguda da radiação são o sistema hematopoiético, para doses equivalentes abaixo de 5 Sv, o sistema gastrointestinal para dose equivalentes entre 5 e 20 Sv, e o sistema nervoso central – para doses equivalentes acima de 50 Sv.
Os seres vivos não são igualmente sensíveis a radiações. Com base em experiências realizadas em laboratório, as doses equivalentes feitas para os diferentes seres vivos foram estimadas para a maior parte dos mamíferos – entre 2 e 10 Sv, para os insetos – entre 10 e 103 Sv, para plantas que florescem – entre 10 e 102 Sv, para os microorganismos entre 103 e 104 Sv.
EFEITOS A LONGO PRAZO OU TARDIOS: Esses efeitos podem surgir de altas doses num curto intervalo de tempo: são os casos de animais adultos que receberam doses de radiação que não foi letal, portanto com recuperação aparente, podendo ainda vir a sentir os efeitos muitos anos mais tarde e de pequenas doses, mas crônicas num longo intervalo de tempo: são os casos de pessoas ocupacionalmente expostas, como técnicos, radiologistas e pesquisadores com radiação.
Os efeitos tardios ainda se subdividem em genéticos e somáticos.
EFEITOS GENÉTICOS: Eles consistem de mutações nas células reprodutoras que afetam gerações futuras. Esses efeitos podem surgir quando os órgãos reprodutores são expostos a radiação e aparentemente não afetam o indivíduo que sofre a exposição, mas apenas seus descendentes.
Quando a radiação atinge as células reprodutoras ou seus precursores, pode ocorrer uma alteração na informação genética codificada, provocando uma mutação genética. Se o espermatozóide ou óvulo que sofreu a mutação for, posteriormente utilizado na concepção, a alteração será incorporada ao óvulo fertilizado, e durante a gravidez, quando o zigoto se reproduzir milhares de vezes, essa alteração será fatalmente reproduzida. Todas as células do recém nascido conterão informações genéticas modificadas, incluindo aquelas que anos mais tarde irão se transformar em espermatozóides ou óvulos. Isto significa que, quando esse indivíduo atingir a fase fértil e se reproduzir, terá grande probabilidade de transferir a informação genética alterada, podendo assim continuar por muitas gerações. Algumas dessas mutações chegam a ser lidas, antes do nascimento do feto. Outras podem produzir efeitos físicos ou mentais ou, simplesmente, aumentar a suscetibilidade a determinadas doenças crônicas, ou a anormalidades bioquímicas.
Há indicações de que esse efeito é acumulativo, de modo que quanto maior a dose aculumada maior o número de mutações ocorridas.
EFEITOS SOMÁTICOS: São aqueles que afetam diretamente o indivíduo exposto à radiação e não são transmitidos a gerações futuras. Esses efeitos dependem dos seguintes fatores:
Tipo de radiação; profundidade atingida, que está relacionada à energia da radiação e ao tipo de tecido irradiado; área ou volume do corpo exposto; dose total recebida; tempo de irradiação;
Entre os efeitos somáticos no homem os mais importantes são: Aumento na incidência de câncer; anormalidade no desenvolvimento do embrião; indução a catarata; redução da vida média.
Ver também em: Ação Biológica
Em 1899, dois médicos suecos conseguiram curar um tumor de pele na ponta do nariz de um paciente e em 1903 em médico americano obteve a diminuição do baço de um paciente com leucemia.
O uso de raios-X na terapia estava, entretanto, produzindo resultados desagradáveis. Eritema de pele e a seguir ulcerações durante o tratamento dos pacientes.
Desde então não só os benefícios trazidos pela radiação mas também seus efeitos danosos tem interessado os cientistas do mundo todo.
Os estudos dos mecanismos básicos da radiobiologia permitem análises microscópicas como células ou partes das células. A energia liberada pode produzir ionização e excitação dos átomos e quebra de moléculas e, como conseqüência, formação de íons e radicais livres altamente reativos. Estes por sua vez, podem atacar moléculas de grande importância como a molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico) do núcleo da célula, causando-lhes danos. A destruição de uma molécula de DNA resulta numa célula capaz de continuar vivendo, mas incapaz de se dividir. Assim, a célula acaba morrendo e não sendo renovada. Se isso ocorrer em número muito grande de células, sobrevem o mau funcionamento do tecido constituído por essas células, e por fim, a sua morte.
Existem efeitos biológicos da radiação que se manifestam a curto e a longo prazo.
EFEITOS A CURTO PRAZO OU AGUDOS: São efeitos observáveis em semanas, dias ou em apenas horas após a exposição do indivíduo à radiação.
Esses efeitos geralmente associados a altas doses de radiação, acima de 1 Sv, recebidas por grandes áreas do corpo, num curto período de tempo. Dependendo da dose, pode ser provocada a chamada síndrome aguda da radiação em que podem ocorrer náuseas, vômitos, prostatação, perda de apetite e de peso, febre, hemorragias dispersas, queda de cabelo e forte diarréia.
Dependendo da dose de radiação recebida e da condição de resistência do indivíduo exposto, o resultado final pode ser letal.
Os três sistemas de órgãos que parece ser os mais importantes na síndrome aguda da radiação são o sistema hematopoiético, para doses equivalentes abaixo de 5 Sv, o sistema gastrointestinal para dose equivalentes entre 5 e 20 Sv, e o sistema nervoso central – para doses equivalentes acima de 50 Sv.
Os seres vivos não são igualmente sensíveis a radiações. Com base em experiências realizadas em laboratório, as doses equivalentes feitas para os diferentes seres vivos foram estimadas para a maior parte dos mamíferos – entre 2 e 10 Sv, para os insetos – entre 10 e 103 Sv, para plantas que florescem – entre 10 e 102 Sv, para os microorganismos entre 103 e 104 Sv.
EFEITOS A LONGO PRAZO OU TARDIOS: Esses efeitos podem surgir de altas doses num curto intervalo de tempo: são os casos de animais adultos que receberam doses de radiação que não foi letal, portanto com recuperação aparente, podendo ainda vir a sentir os efeitos muitos anos mais tarde e de pequenas doses, mas crônicas num longo intervalo de tempo: são os casos de pessoas ocupacionalmente expostas, como técnicos, radiologistas e pesquisadores com radiação.
Os efeitos tardios ainda se subdividem em genéticos e somáticos.
EFEITOS GENÉTICOS: Eles consistem de mutações nas células reprodutoras que afetam gerações futuras. Esses efeitos podem surgir quando os órgãos reprodutores são expostos a radiação e aparentemente não afetam o indivíduo que sofre a exposição, mas apenas seus descendentes.
Quando a radiação atinge as células reprodutoras ou seus precursores, pode ocorrer uma alteração na informação genética codificada, provocando uma mutação genética. Se o espermatozóide ou óvulo que sofreu a mutação for, posteriormente utilizado na concepção, a alteração será incorporada ao óvulo fertilizado, e durante a gravidez, quando o zigoto se reproduzir milhares de vezes, essa alteração será fatalmente reproduzida. Todas as células do recém nascido conterão informações genéticas modificadas, incluindo aquelas que anos mais tarde irão se transformar em espermatozóides ou óvulos. Isto significa que, quando esse indivíduo atingir a fase fértil e se reproduzir, terá grande probabilidade de transferir a informação genética alterada, podendo assim continuar por muitas gerações. Algumas dessas mutações chegam a ser lidas, antes do nascimento do feto. Outras podem produzir efeitos físicos ou mentais ou, simplesmente, aumentar a suscetibilidade a determinadas doenças crônicas, ou a anormalidades bioquímicas.
Há indicações de que esse efeito é acumulativo, de modo que quanto maior a dose aculumada maior o número de mutações ocorridas.
EFEITOS SOMÁTICOS: São aqueles que afetam diretamente o indivíduo exposto à radiação e não são transmitidos a gerações futuras. Esses efeitos dependem dos seguintes fatores:
Tipo de radiação; profundidade atingida, que está relacionada à energia da radiação e ao tipo de tecido irradiado; área ou volume do corpo exposto; dose total recebida; tempo de irradiação;
Entre os efeitos somáticos no homem os mais importantes são: Aumento na incidência de câncer; anormalidade no desenvolvimento do embrião; indução a catarata; redução da vida média.
Ver também em: Ação Biológica
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Tomossíntese da mama
Tomossíntese da mama
A Tomossíntese da mama é uma técnica em desenvolvimento aplicada à mama, que adquire imagens 3D do tecido mamário comprimido em diferentes planos durante um curto tempo. As imagens individuais são posteriormente reconstruídas em séries de cortes finos de alta-resolução que podem ser visualizados individualmente ou de um modo dinâmico.
Os cortes finos reconstruídos reduzem ou eliminam os problemas causados pelo tecido sobreposto e o ruído da estrutura anatómica que aparecem na imagem 2D da mamografia digital.
Como funciona a tomossíntese da mama?
Aquisição:
A mama é comprimida numa maneira padrão. A mama permanece estacionaria enquanto a ampola de raios-x roda sobre uma range de ângulos limitada. As séries de cortes com baixa dose são efectuados em cada grau, criando uma série de imagens digitais. Tipicamente, a ampola roda cerca de 10-20 graus e efectua 10-20 exposições em cada 1º durante os 5 segundos ou menos, que é a duração total do exame. As imagens individuais são projecções embora apresente diferentes ângulos e essas imagens são posteriormente reconstruídas em cortes.
A tomossíntese é capaz de adquirir imagens em qualquer direcção, não só nas posições CC(craniocaudal) ou na OML ( obliqua mediolateral).
Em relação ao movimento da ampola, este pode ser: continuo ou step-and-shoot*. O movimento continuo de exposições de raios-x devem ser curtas o suficiente para evitar a distorção da imagem devido ao movimento do spot focal. Se o movimento é step-and-shoot é utilizado, a gantry deve alcançar a paragem completa em cada ângulo, senão a vibração irá distorcer a imagem.
O critério mais importante é duração total do exame que deve ser a mais pequena possível, para reduzir a possibilidade de movimento do paciente, o que reduz a visibilidade de pequenas microcalcificações.
O critério mais importante é duração total do exame que deve ser a mais pequena possível, para reduzir a possibilidade de movimento do paciente, o que reduz a visibilidade de pequenas microcalcificações.
Requerimentos do Sistema de Tomossíntese:
Eficiência do detector e Dose: Esta técnica consiste numa serie de exposições com baixa dose. Para cada aquisição, a dose representa cerca de 5-10% comparando com uma incidência de mamografia. Devido à baixa dose, os detectores da imagem devem ter uma elevada eficiência quantitativa e baixo ruído, como é o caso dos detectores baseados é selénio, com elevada Detecção da Eficiência Quântica, maior que 95% da absorção da energia dos raios-x na mamografia e rápido capacidades de leitura. com um detector de selénio, o exame de tomossíntese é executado com a mesma radiação que a mamografia digital.
Modos de aquisição: Deve ser capaz de utilizar orientações padrão, não apenas a CC e OML e também executar a normal a mamografia 2D e a tomossíntese com a mesma compressão. Para isso, necessário uma retracção automática da grelha, assim o sistema pode mudar rapidamente e automaticamente entre os modos 2D e 3D.
Reconstrução das imagens:
Segundo a Figura 1, o processo de reconstrução da tomossíntese da mama consiste no cálculo das imagens de alta-resolução dos planos paralelos ao suporte da mama. Tipicamente, as imagens são reconstruídas com uma distância de separação entre cortes de 1mm, assim 5 cm de mama comprimida terá 50 cortes reconstruídos. Um tempo de reconstrução pequeno é essencial, especialmente quando a tomossíntese começa a ser considerada importante para estudos de intervenção e por isso é importante manter o processamento após aquisição a 10 segundo ou menos.

Método de Visualização:
Os cortes reconstruídos podem ser visualizados de maneira semelhante aos cortes de TC. O técnico pode visualizar as imagens uma de cada vez ou em movimento. as projecções originais são idênticas à mamografia convencional, embora cada uma apresenta baixa dose, e podem ser visualizadas também, caso seja necessário. se o sistema adquirir mamografias 2D e 3D com a mesma compressao, imagens destas duas modalidades são completamente registadas. As workstations usam interfaces que permitem ama rápida mudança entre estes dois modos que facilita a revisão das imagens,e permite a identificação rápida de lesões numa modalidade com correspondência da lesão noutra modalidade.
Vantagens:
- Diminuição de erros;
- Menos biopsias;
- Aumento da detecção de neoplasia - resolve os problemas de sobreposição de tecido que são a maior fonte de erros e exames adicionais de mamografia. a taxa de biopsia poderá diminuir também embora aumente visualização de objectos suspeitos. em algumas patologias que são ocultas na mamografia podem ser identificadas com a eliminação do ruído da estrutura;
- Redução de dose;
- Localização da lesão - o corte determina a localização exacta com uma coordenada 3D no interior da mama, permitindo que os métodos de amostras de biopsia podem ser executados usando as coordenada geradas pelo aparelho;
- Rápido tempo de revisão;
- Redução da pressão da compressão - a compressão tem a finalidade de diminuir os tecidos sobreposto e por isso com esta técnica não é necessária elevada compressão. a compressão necessária é para manter a imobilização do paciente e separar ao máximo o tecido mamário da parede torácica;
- Um plano versus dois planos - podia apenas necessitar aquisições num unico como OML, devido à natureza 3D das imagens mas isso não é verdade. A tomossíntese necessita de ambos os planos OML e CC. Isto não é surpreendente, porque a tomossíntese é diferente das outras modalidades 3D como a TC pois não consegue gerar reconstruções multi-planares como coronal e sagital. Existem algumas patologias que apresentam formas alongadas, planas ou não esféricas que podem ser melhor visualizadas numa orientação do que outra. Uma recente investigação sobre tomossíntese conclui que 9% das neoplasias eram visualizados no plano CC mas não no plano OML.
Comparação entre Mamografia Convencional e Tomossíntese da Mama

Na Figura 2 e 3 são visualizados neoplasias que não eram visualizadas com mamografia convencional (imagens à tomossíntese são identificados (setas brancas).
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